A criação de corredores de áreas protegidas em ambientes montanhosos é fundamental para proteger pássaros que vivem em altitudes elevadas contra as mudanças climáticas. Em um estudo publicado nesta terça-feira, na Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, os pesquisadores Walter Jetz e Frank La Sorte, da Universidade de Yale, analisaram como espécies de pássaros encontrados em grandes altitudes reagem a diferentes cenários de aumento da temperatura.
A equipe de Yale estudou uma centena de espécies de pássaros que vivem em ambientes de altas altitudes e comparou a distribuição destas espécies com projeções de mudanças de temperatura. Os pesquisadores descobriram que, quando as temperaturas aumentam, espécies de montanhas respondem ocupando áreas mais altas e temperadas.
Um terço das espécies estudadas pode desaparecer quando elas não conseguem migrar para áreas mais altas e temperadas. Este número cai pela metade, quando os pássaros encontram refúgio em áreas próximas. De acordo com Walter Jetz, professor de Ecologia e Biologia Evolutiva, as espécies que vivem em altitudes elevadas são muito vulneráveis ao aumento da temperatura. “Nossas projeções globais determinam com precisão milhares de espécies de pássaros em perigo e muitas vezes sem nenhum lugar para ir” “Conhecer as conseqüências biológicas das mudanças climáticas é uma das mais urgentes jornadas científicas dos nossos dias”, afirma La Sorte. “Particularmente para montanhas e espécies que as habitam, que nós consideramos especialmente suscetíveis às mudanças climáticas”, completa.(Vandré Fonseca)
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