Salada Verde

Greenpeace invade ruínas milenares e revolta peruanos

Mensagem de protesto contra mudanças climáticas pode ter danificado Linhas de Nazca, de 2.100 anos. Governo do Peru pretende processar ativistas.

Redação ((o))eco ·
11 de dezembro de 2014 · 7 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Foto: Thomas Reinecke/Greenpeace.
Foto: Thomas Reinecke/Greenpeace.

Um protesto atrapalhado do Greenpeace desviou a atenção da Conferência das Partes da ONU sobre o Clima (COP20). Escrito com 43 letras e um sinal de exclamação feitos em tecido amarelo, a manifestação formou a frase “Time for change! The future is renewable. Greenpeace” (“É hora de mudar. O futuro é renovável”). Até ai nada demais. Entretanto, o local escolhido foram as linhas de Nazca, geoglifos [figuras feitas no chão] de mais de 2 mil anos considerados patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO.

Os ativistas invadiram a área na madrugada de segunda-feira, sem autorização, e formaram a imensa mensagem de letras amarelas, feita para ser vista por sobrevoo. O recado foi dirigido aos representantes dos países que estão reunidos na COP20, em busca de um rascunho do novo acordo global de redução de gases de efeito estufa.

De acordo com jornais locais, a ação pode ter provocado danos aos desenhos milenares criados pela civilização de Nazca, entre 400 e 650 a.C. O governo peruano ficou furioso. Segundo especialistas em arqueologia enviados ao local, que fica entre as cidades de Nazca e Palpa nos Pampas de Jumana, a cerca de 400 km ao sul de Lima, a região atingida pelo protesto tem cerca de 1.600 metros quadrados. O Ministério da Cultura do Peru denunciou o Greenpeace ao ministério público.

O Peru quer saber a identidade dos cerca de 12 ativistas que invadiram a área proibida e processá-los. Eles estão ameaçados de não poder deixar o país e podem pegar até 8 anos de prisão, caso condenados.

Em nota, o Greenpeace pediu desculpas:

“Greenpeace pede desculpas à população do Peru pela ofensa causada por conta da nossa recente atividade no sítio arqueológico de Nazca, no Peru, na qual letras de tecido foram colocadas próximas ao desenho do beija-flor. Nós lamentamos profundamente o ocorrido”.

Ainda de acordo com a nota, o Greenpeace afirma que colaborará com as investigações e anuncia a vinda do diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, que pedirá desculpas pessoalmente ao governo peruano.

 

 

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Comentários 4

  1. Fernando César de Mattos diz:

    Eu nunca vi seguro dar prejuízo. Além disso, a parte que o der, pode ser encarada como subsídio.
    Não bastasse, muito melhor ajudar o agro do que dar 6 bi para fundo eleitoral. Sem agro, a fome vem, e ela é nefasta.
    Não quero dizer com isso que o meio ambiente não deva ser protegido de maneira aguerrida, só que o agro não é esse vilão que tentam passar para o povo. A gente já vai pra cama, cheia de produtos de algodão ( agro) e, quando, acorda usamos na alimentação tudo que é produzido pelo agro, e por aí vai…..


    1. Paulo diz:

      Até quando. A conta vai chegar, e aí………


  2. Fabio diz:

    Lembrando que o Código Florestal foi mutilado nos governos Lula e Dilma, que marcam a ascensão política do Agro Criminoso. Relembrar é viver


    1. JTruda diz:

      Exatamente! Gosto muito do Aroeira, mas acho que ele erra a mão nesse artigo prejulgando a visão do Moro sobre o tema. Creio que há muito mais espaço pra falar de gestão ambiental esclarecida com ele do que com o Sapo Barbudo antiambiental cujo prontuário pró-destruição já conhecemos…