Depois de aplicar multas milionárias em guseiras nos pólos de Carajás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, por comprarem carvão vegetal sem origem legal comprovada, o governo anuncia agora acordos com o setor sob o guarda-chuva da “siderurgia verde”.
A idéia é “reduzir emissões” dando prazo de oito anos – tempo médio de crescimento de um eucalipto – para que as empresas do setor passem a usar carvão vegetal apenas de plantios feitos pelas próprias.
O movimento é interessante, mas vale lembrar que o Código Florestal de 1965 cita em seu artigo 21 que as “empresas siderúrgicas, de transporte e outras, à base de carvão vegetal, lenha ou outra matéria prima florestal, são obrigadas a manter florestas próprias para exploração racional ou a formar, diretamente ou por intermédio de empreendimentos dos quais participem, florestas destinadas ao seu suprimento”.
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