Enquanto o Brasil assiste o desenrolar da queda de braço entre a Polícia Federal do Amazonas e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre a apreensão histórica de 200 mil metros cúbicos de madeira, outras operações policiais põe em ainda mais evidência a força da exploração ilegal de madeira na Amazônia. Em ação na tarde de domingo (18), a Polícia Militar apreendeu 400 metros cúbicos de madeira com origem irregular que eram transportados em uma balsa pelo rio Solimões, no município de Careiro da Várzea, a cerca de 25 quilômetros de Manaus, no Amazonas.
De acordo com os policiais militares, os responsáveis pela embarcação não portavam o Documento de Origem Florestal (DOF), obrigatório para todo tipo de carregamento de origem vegetal. A balsa e toda a carga foram apreendidas e os três homens da embarcação foram conduzidos para delegacia do município de Careiro, para adoção dos procedimentos legais.
*Foto em destaque: Divulgação/PMAM
Leia também
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Cai superintendente do Amazonas que pediu investigação contra Salles
Diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu substituir Alexandre Saraiva, que encaminhou notícia-crime contra Salles por atuação em defesa das madeireiras alvo de operação →
Mata Atlântica tem menor desmatamento em 40 anos, mas flexibilização ambiental ameaça avanço
Bioma registra queda histórica no desmatamento, enquanto mudanças na legislação ambiental levantam alertas sobre a manutenção desse resultado →
Conselho Monetário Nacional adia exigência ambiental para concessão de crédito rural
Mudança posterga a checagem obrigatória de áreas desmatadas verificadas pelo Prodes; Propriedades menores terão mais tempo para se adequar →
