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Carne da discórdia

A União Européia, um dos principais mercados da carne brasileira lá fora, acusou o governo de ser negligente com a vigilância sanitária no país, diz reportagem em O Estado de S. Paulo. É mais um tiro que deixa clara a incompetência que graça em Brasília. Enquanto se corre atrás do prejuízo tentando conter a expansão do foco de aftosa detectado em Mato Grosso do Sul, a burocracia federal troca acusações não oficiais sobre de quem é a culpa. Roberto Rodrigues, da Agricultura, diz que não recebe dinheiro da Fazenda para fazer seu trabalho. Antonio Palocci diz que deu dinheiro. A Agricultura é que não o empregou. Rodrigues, na Folha de S. Paulo, sugere a criação de um fundo especial para lidar com este tipo de emergências. Em O Globo, reportagem conta como andam as investigações para descobrir a origem do foco. Não vão bem. Os “detetives” aventam duas hipóteses baseadas mais em suposições do que fatos. Ou a coisa veio do Paraguai, ou de um assentamento do MST.

Redação ((o))eco ·
13 de outubro de 2005 · 21 anos atrás

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