Reportagens

Nova trilha une Ceará e Piauí em encontro único de biomas e pessoas

Caminhos da Ibiapaba, com 185 km, conecta parques nacionais de Ubajara e Sete Cidades, entre paisagens de Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado

Duda Menegassi ·
24 de fevereiro de 2026

“Sejam bem-vindos à minha casa, que faz parte da trilha”, apresenta uma orgulhosa Dona Maria, uma das tantas moradoras que já se apossaram dos Caminhos da Ibiapaba, trilha de longo curso recém-inaugurada na divisa entre Ceará e Piauí. O percurso de 185 quilômetros conecta os dois estados, os parques nacionais de Ubajara e Sete Cidades e traça uma linha de costura entre três biomas, paisagens completamente distintas, histórias, comunidades e uma diversidade de pessoas que veem nela uma oportunidade de valorização, renda e, como bem ilustrado na fala de Dona Maria, pertencimento.

Em nome de ((o))eco, fui convidada* para participar da caminhada inaugural da trilha, realizada na primeira semana de fevereiro, junto a um grupo que reuniu gestores de Unidades de Conservação e órgãos ambientais, operadores de turismo e comunicadores. Durante cinco dias, andamos cerca de 80 quilômetros, numa imersão em parte dessa jornada em meio à Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado. 

O cartão de visitas da travessia é a Serra da Ibiapaba, localizada na divisa entre os dois estados, que dá nome ao caminho. Linha mestra por onde se inicia a trilha (para quem percorre no sentido Ceará – Piauí), a serra é a espinha dorsal do Parque Nacional de Ubajara (CE) e abriga um reduto de Mata Atlântica em meio aos domínios da Caatinga. Local de solo fértil, a maior atividade econômica ainda é a agricultura. Aos poucos, porém, o turismo ganha espaço e, em especial os mais jovens, voltam-se para a atividade como principal fonte de renda.

Um deles é Olímpio Fontes, de 31 anos, da comunidade de Acarape, no município de Tianguá (CE), e condutor credenciado do parque cearense. Apaixonado pela serra, trabalha há oito anos só com o turismo e é um dos voluntários dos Caminhos da Ibiapaba. “Quando me perguntam qual o melhor atrativo da Ibiapaba, eu respondo: é a trilha”, resume o condutor.

É no “quintal” de Olímpio, em Acarape, que se inicia a aventura, como sinalizam as pegadas amarelas e pretas padronizadas da Rede Brasileira de Trilhas – os Caminhos da Ibiapaba são a primeira trilha na Caatinga e no nordeste reconhecida pela política pública do governo federal. Na sola da pegada está estampado um bugio ou guariba (Alouatta ululata), como o primata ameaçado é chamado localmente. A espécie é uma das que ocorre na região e pode se beneficiar de um corredor ecológico, construído por meio do traçado da trilha, para driblar a fragmentação do habitat.

A Serra da Ibiapaba se apresenta

Não demora muito para a paisagem do Parque Nacional de Ubajara se revelar. Bastam seis quilômetros de caminhada para chegarmos no primeiro atrativo do percurso, o Mirante do Espia, que ao contrário do que o nome sugere, merece uma contemplada completa na Serra de Ibiapaba. A paisagem revela em grande estilo a formação de mesa do alto da serra – não à toa também chamada de Chapada –, que desaba num paredão íngreme de arenito, erodido pela água e pelo vento, como grandes cortes verticais na rocha. Em tupi-guarani, conta-me um dos guias, Ibiapaba significa justamente Serra Talhada. 

A vegetação é como um manto verde que desce a encosta de onde se destacam proeminentes palmeiras, notoriamente o babaçu e a carnaúba, que se aglomeram em locais chamados de “mata de cocais”. Uma paisagem que os caminhantes têm o privilégio de explorar por diversos ângulos – inclusive de dentro – enquanto a trilha sobe e desce pela serra, cruza formações rochosas, incontáveis mirantes e cachoeiras como a do Cafundó, uma das poucas de água perene na região.

Após dois dias e 30,5 quilômetros, chegamos no coração do parque nacional cearense, no município turístico de Ubajara, onde está a Gruta Ubajara e seu famoso teleférico. Cartão-postal local responsável por atrair milhares de pessoas todos os anos, a gruta esculpida em calcário impressiona pelos seus amplos salões, galerias e formações minerais (como estalactites e estalagmites). Séculos antes de ser protegida, já era um destino turístico-religioso famoso na região, localizado no meio da rota que ligava as comunidades na parte alta e baixa da serra. 

A trilha se aproveita de parte desses caminhos históricos e rotas comerciais seculares por onde circulavam mercadorias em lombo de mula. Parte do percurso, porém, são trilhas recém-abertas que permitem a ampliação do turismo para porções pouco visitadas e ainda não regularizadas fundiariamente do parque cearense, que exigiram um amplo diálogo com os proprietários particulares.

“Hoje eu vejo que o parque, através da trilha Caminhos da Ibiapaba, está criando pontes. Você tem proprietários que estão ali já convertendo uma atividade que era de agricultura, monocultura, pecuária, para uma atividade de visitação. Então conseguimos ver que a unidade de conservação, que antes era vista como limitador de geração de renda, de desenvolvimento, hoje ela é uma ponte para uma nova oportunidade de renda e de acessar um outro mercado”, analisa o gestor do Parque Nacional de Ubajara, Diego Rodrigues.

O consultor Thiago Beraldo, coordenador do projeto de implementação da trilha ao lado das equipes das três UCs, acredita que essas trilhas e atrativos inaugurados numa parte até então esquecida de Ubajara são uma das grandes entregas dos Caminhos. “Ter criado essa trilha nova na parte não regularizada do parque é muito importante, porque assim o parque começa a se apropriar daquela região, os visitantes começam a ir e isso vai mudar toda a dinâmica local. É uma mudança de paradigma da visitação e um legado que estamos deixando”, conta Beraldo.

O projeto, de cerca de um ano, desenvolveu os Caminhos da Ibiapaba, que era apenas um esboço desenhado entre as áreas protegidas, e investiu na consolidação de um roteiro turístico, com um percurso sinalizado, bem manejado, seguro, com pontos de apoio, um plano de negócios e preparado para receber diferentes públicos. A iniciativa foi viabilizada com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), por meio do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a Biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), administrados pelo FUNBIO.

Uma nova era do turismo em Ubajara

Desde que foi criado, em 1959, todas as atenções do Parque Nacional de Ubajara sempre se voltaram à gruta que dá nome à área protegida. A formação geológica e o teleférico que dá acesso a ela são, porém, apenas uma pequena amostra do cardápio de atrativos do parque cearense – o oitavo mais visitado do país em 2024, com pouco mais de 238 mil visitantes. O “lado b” da área protegida ganhou espaço no hiato entre 2015 e 2022, período em que o bondinho ficou paralisado para obras de modernização e revitalização. Foi nesse intervalo que as trilhas, circuitos de bike, cachoeiras e mirantes passaram a receber mais atenção do setor turístico local e dos visitantes. A inauguração de uma trilha de longo curso que cruza o parque coroa esse novo momento.

A Cachoeira do Cafundó, uma das poucas perenes no Parque Nacional de Ubajara, integra o circuito de cachoeiras que tem atraído novos públicos à área protegida cearense. Foto: Victor Araújo

Entre os parques nacionais está um trecho de cerca de 100 quilômetros que hoje segue sinalizada nas margens do asfalto e de estradas de terra. Levar esse traçado gradualmente para dentro da mata é um dos próximos desafios da trilha, o que exige parceria com o poder público local e diálogo com os proprietários particulares.

“Nós estamos estudando onde há corpos d’água para que possamos usar as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e com potencial de fazermos um caminho conectando mais áreas naturais. Ainda tem muita vegetação nativa não protegida pelo caminho e com o tempo a tendência é que a trilha se torne cada vez mais um corredor ecológico usado não só por caminhantes, mas pela fauna e flora”, explica Thiago Beraldo. As áreas de Reserva Legal das propriedades rurais – obrigadas a manter pelo menos 20% da vegetação nativa – também fazem parte da estratégia.

Uma das peças-chaves para isso é a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba, que abrange um território de 1,6 milhão de hectares onde está parte da trilha de longo curso. 

“O papel da APA é exatamente ser essa liga mesmo. A proposta é trabalharmos cada vez mais juntos, cada um dentro das suas competências – duas UCs de proteção integral e uma de uso sustentável – para avançar cada vez mais”, destaca a gestora da APA Serras da Ibiapaba, Margareth Muniz.

Por meio do zoneamento da APA – feito via plano de manejo – é possível proteger a trilha e garantir a conectividade da paisagem. O documento que norteia a gestão das áreas protegidas já foi elaborado e aguarda homologação. “Enquanto o plano de manejo não é aprovado, a trilha Caminhos da Ibiapaba vem também como um forte instrumento de gestão ambiental”, pontua.

A trilha foi ainda uma ferramenta imprescindível para a gestora começar a mudar a percepção das pessoas sobre o papel de uma APA, importante para fortalecer a governança, ter um diálogo mais próximo das comunidades e prefeituras, e fazer a gestão da paisagem.

Um tesouro no Piauí

Retomamos a caminhada nas margens da rodovia BR-222, na comunidade de Bom Jardim, no município de Brasileira, Piauí, na vizinhança do Parque Nacional de Sete Cidades. No caminho até a área protegida está um atrativo obrigatório: o Morro do Bom Gosto. 

São menos de 300 metros de desnível até chegar ao topo do morro. A subida, entretanto, é uma caminhada quase vertical em meio às rochas, e sob o sol quente do sertão que exige resiliência dos trilheiros. Quanto maior o desafio, maior a recompensa, já diria o ditado que não se prova errado neste caso. O prêmio por superar a subida é um visual 360 graus de um Piauí que poucos conhecem.

Até onde a vista alcança está um tapete bem preservado de Caatinga misturada com Cerrado. Algo cada vez mais raro, especialmente fora de áreas de proteção integral, como é o caso do Morro do Bom Gosto e seu entorno, protegido apenas pela APA Serras da Ibiapaba. Não por muito tempo, porém, se os planos de ampliação do parque nacional derem certo – a proposta, em fase avançada de tramitação no ICMBio, acrescentará cerca de 10,5 mil hectares a Sete Cidades, que passará a um total de 16,8 mil hectares de extensão.

“Os Caminhos da Ibiapaba são parte do motivo por trás dessa proposta de ampliação, porque foi graças ao processo de implementação da trilha que eu conheci melhor essa região, seu nível de conservação, dialogar com os proprietários e fazer esse levantamento de informações que permitiram construir e embasar essa proposta”, admite o gestor do Parque Nacional de Sete Cidades, Waldemar Justo do Nascimento Neto.

Morro abaixo, a trilha segue por uma estrada rural que leva até a entrada do Parque Nacional de Sete Cidades. A área protegida é um museu a céu aberto repleto de pinturas rupestres. E cada conjunto de formações rochosas – as tais “cidades” – é um convite ao olhar criativo que vê desenhos e criaturas nas pedras esculpidas ao longo de milhões de anos. Como a Pedra da Tartaruga, que se ergue como um gigantesco casco no meio do solo arenoso, a Pedra da Biblioteca, que lembra livros empilhados, ou o Mapa do Brasil, um “buraco” no arenito que se assemelha aos limites do país.

Ainda pequena se comparada a do vizinho cearense, a visitação no parque, localizado a cerca de três horas da capital, Teresina, tem crescido desde a retomada pós-pandemia e, em 2025, alcançou o patamar recorde de 41 mil visitantes, superando o ano anterior que havia registrado 39 mil. 

O aumento desse número ainda depende de uma maior oferta de serviços, analisa Waldemar, como restaurante, lanchonete e hospedagem. Enquanto isso, a maior parte do público são ciclistas, corredores de trilhas e excursões de escolas da região. “A trilha operando e nossa infraestrutura melhorando, tanto dentro como fora, a projeção do parque é que a gente chegue a 100 a 150 mil visitantes por ano”, prevê Waldemar  – escolhido em 2024 como um dos embaixadores da World Trails Network, rede mundial de trilhas, por seu trabalho em Sete Cidades. 

No quinto e último dia da caminhada, percorremos o circuito interno de trilhas do parque, sinalizado com o mesmo padrão de setas pretas e amarelas da Rede Brasileira de Trilhas, porém com um lagarto no meio da sola. O animal pode facilmente ser visto por cima das rochas e até numa das pinturas rupestres. 

Preocupado com o horário, o próprio gestor do parque, alertou o grupo: “Aqui cada lugar que você olha tem um atrativo, uma pedra diferente, uma pintura rupestre. Não vai dar tempo de ver tudo”. E de fato, não deu. A sensação ao passear no parque piauiense é de que cada local exige ao menos algumas horas de contemplação. Seja para achar novos formatos nas rochas como quem vê figuras em nuvens, seja para decifrar os desenhos mais diversos pintados nas paredes.

Se por baixo as formações rochosas já impressionam, elas ganham uma nova perspectiva ao subirmos em um dos mirantes, localizado atrás da Pedra da Jiboia (sim, você adivinhou, no formato de uma cobra). Vinte e oito degraus de uma escada de metal nos levam a uma passarela de onde se descortina a paisagem: rochas que se erguem por cima da vegetação verde e se estendem por todos os lados do horizonte. Para alguém que gosta de imensidões, a vista me tirou o fôlego, encheu meus olhos d’água e resultou num sorriso largo. “Veja bem, os tesouros que guarda o Piauí”, pensei.

A caminhada ainda guardava uma surpresa: uma piscina natural perene, batizada de Piscina dos Milagres. A visão de um poço para mergulho após horas de trilha debaixo do sol forte do verão sertanejo é mesmo digna de canonização.

Da piscina até o portão norte do parque são menos de 500 metros. A jornada dos Caminhos da Ibiapaba guarda ainda uma última surpresa, fora dos limites da área protegida, no quintal de um “curiólogo”, como se denomina o guia local Osiel Monteiro. Um dos empreendimentos parceiros da trilha, o quintal é um passeio por si só, com uma pequena trilha, casas na árvore, mirantes e mil e uma invencionices que só um tour guiado pelo próprio Osiel – ao lado dos seus filhos trigêmeos – podem dar conta de explicar. A iniciativa do condutor, que também é voluntário da trilha de longo curso e uma enciclopédia da história local, visa promover uma vivência diferente aos turistas. “Caminha que a vida te encontra”, repete como lema Osiel. 

Trilha Caminhos de São João

Como muitas vezes já foi dito por quem trabalha no meio, “a trilha é um organismo vivo”. Na prática isso significa não apenas ajustes de traçado e ações de manejo, mas também que outras podem nascer dela. É o caso da Trilha Caminhos de São João, no município de São João da Fronteira (PI), um pequeno circuito de cerca de 3 km. O percurso surgiu da visão de Glória Fausto, de 27 anos, inspirada pelos Caminhos da Ibiapaba. A moradora do município, viu na trilha uma oportunidade de valorizar o turismo na região e dar visibilidade aos atrativos locais, até mesmo para os próprios habitantes. 

Por entre um campo aberto de buritis e areia branca, estão gravuras rupestres de pés de emas e pinturas descobertas há cerca de dois anos e ainda não estudadas. O sítio arqueológico foi batizado de “Pés de Ema” pelos locais. No ano passado, sua existência foi notificada ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) a quem cabe fazer o reconhecimento, vistoria e posterior cadastro na base de dados do Instituto.

Derivadas dos Caminhos da Ibiapaba, a Rede Estadual de Trilhas do Piauí, formalizada em dezembro de 2025, já conta com outras 18 trilhas. 

Gravura rupestre com pés de ema. Foto: Duda Menegassi

A união faz a força (e a trilha)

A trilha não conecta os estados apenas no mapa, mas cria uma agenda comum que convida diferentes atores presentes no território ao diálogo, integração e trabalho conjunto. Palcos por onde passa o traçado dos Caminhos da Ibiapaba, as três unidades de conservação federais – parques nacionais de Ubajara (CE) e Sete Cidades (PI) e a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba – são um exemplo disso.

“As três unidades de conservação já tinham uma integração até pela proximidade no território, mas essa relação e o diálogo evoluíram muito com a trilha. Até mesmo em outras agendas, como o Manejo Integrado do Fogo e a fiscalização. A trilha nos deixou ainda mais próximos”, conta Diego, gestor de Ubajara.

A integração inclui ainda os atores municipais e estaduais. A trilha já foi reconhecida oficialmente por todos os seis municípios por onde passa: Ubajara, Tianguá e Ibiapina, no Ceará; e Brasileira, Piracuruca e São João da Fronteira, no Piauí. 

A prefeitura de outros dois municípios cearenses, Viçosa do Ceará e Granja, já manifestaram interesse pela ampliação do percurso, para que passe também pelas municipalidades.

Num esforço ainda mais amplo para apoiar a manutenção dos caminhos, está em debate um consórcio inédito entre as prefeituras cearenses e piauienses numa soma de esforços e recursos financeiros. “São 28 prefeituras entre os dois estados nesta região e nossa intenção é engajar os dois governos estaduais e o governo federal através do Ministério do Turismo e do Ministério do Meio Ambiente para manter a trilha e promover o turismo regional”, explica o prefeito de Ibiapina, Marcos Antonio da Silva Lima (PSB), mais conhecido como Marcão, autor da proposta de consórcio.

As pessoas que fazem o caminho

As paisagens dos Caminhos da Ibiapaba podem ser deslumbrantes, mas quem realmente dá cor à trilha de longo curso são as pessoas. Moradores, condutores, voluntários do percurso… Como Seu Valdélio, de 61 anos, dono de uma roça que ladeia o trajeto e há três deixa frutas da sua plantação, como tangerinas, jacas, bananas, para os caminhantes e ciclistas que passam na sua porta. Ou o casal Dona Joana e Seu Chico, que moram ao lado do portão que dá acesso à Cachoeira da Murimbeca, que abriram um pequeno bar e restaurante em 2024, quando a cachoeira foi aberta ao turismo, e que além de boa comida, oferecem prosa sincera e farta a cada visitante. Ou o jovem Maicon, de 23 anos, guia desde os 15, vive do turismo e nas horas vagas compõe repentes sobre o Parque Nacional de Ubajara. 

A família de Dona Joana e Seu Chico, que transformaram sua casa em empreendimento parceiro da Trilha Caminhos da Ibiapaba. Foto: Duda Menegassi

“Nós sempre tivemos uma boa relação com a comunidade no entorno do parque, mas a trilha estreitou 100% esse laço, porque colocou a gente ainda mais no território, dialogando com essas pessoas”, conta Waldemar.

Ao longo de todo percurso, são mais de 40 empreendimentos parceiros já cadastrados. Tratam-se desde hotéis de alto padrão a pequenos bares tocados por moradores locais na beira do caminho. Independente do perfil, todos compartilham o mesmo sonho de ver a trilha prosperar e atrair pessoas do mundo todo para descobrir as belezas da região.

*A repórter viajou a convite do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO)

A trilha

A trilha Caminhos da Ibiapaba possui um total de 185 quilômetros dividos em 13 trechos que podem ser feitos a pé ou de bicicleta. Para mais informações sobre o percurso, os pontos de apoio e atrativos, acesse o site oficial da trilha, disponível em: https://trilhacaminhosdaibiapaba.com.br/

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

Leia também

Salada Verde
12 de setembro de 2025

Maior trilha sinalizada da América Latina será inaugurada na COP 30

A Trilha Amazônia Atlântica cruza 13 áreas protegidas do Pará, de Belém a Viseu, e será inaugurada durante a conferência do clima na capital paraense

Análises
21 de agosto de 2025

A primeira grande travessia da Trilha Transmantiqueira

Por 75 dias e 950 quilômetros, dois amigos encararam pela primeira vez a Trilha Transmantiqueira, que cruza os estados de São Paulo e Minas Gerais

Reportagens
14 de novembro de 2024

Não deixe rastros: como minimizar os impactos da recreação em áreas naturais

Princípios Leave No Trace, para reduzir impactos de atividades na natureza, começam a ganhar força no Brasil junto com aumento da visitação de unidades de conservação

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.