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Cemaden mantém alerta de risco muito alto para inundações no Rio Grande do Sul

Com 143 municípios afetados pelas chuvas e cerca de 460 pessoas desabrigadas, estado segue sob risco de novas cheias nas bacias dos rios Taquari e Caí

Redação ((o))eco ·
22 de julho de 2026
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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém para esta quinta-feira (23) risco hidrológico muito alto para a continuidade das inundações nas bacias dos rios Taquari e Caí, no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, a onda de cheia provocada pelas chuvas dos últimos dias continua se deslocando e pode atingir áreas a jusante, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.

O alerta ocorre em meio ao agravamento dos impactos das chuvas no estado. De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 143 municípios já registram ocorrências relacionadas aos temporais, como inundações, alagamentos, deslizamentos, granizo e vendavais. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social indicam que cerca de 460 pessoas estão desabrigadas, sendo Lajeado o município com o maior número de moradores fora de casa, com 201 pessoas acolhidas em abrigos.

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Figura 1 – Possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos em ao menos um município das Regiões Geográficas Intermediárias indicadas. Este mapa é elaborado por uma equipe multidisciplinar, levando em consideração os cenários de riscos hidrológicos atuais somados à previsão de chuva.

Os rios Taquari e Caí ultrapassaram a cota de inundação, levando a Defesa Civil estadual a emitir avisos de risco hidrológico para a região. Nas últimas 24 horas, o volume de chuva superou 200 milímetros em Paraí, na Serra Gaúcha, enquanto Marcelino Ramos registrou 138 milímetros em apenas 12 horas, intensificando o risco de novas cheias.

Além do Sul do país, o Cemaden também aponta risco geológico moderado para a Região Metropolitana de Recife, em Pernambuco. A previsão de pancadas isoladas de chuva, somada à alta suscetibilidade de encostas, pode favorecer a ocorrência de deslizamentos pontuais.

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