Parlamentares e ONGs ambientalistas sugeriram hoje que o Congresso adie as votações sobre mudanças no Código Florestal para depois das eleições. Mas na opinião dos participantes do seminário Brasil – Celeiro do Mundo ou Realidade Socioambiental, em Brasília, as discussões devem seguir.
O temor é de que as alterações na lei em discussão na Câmara (36 projetos) e no Senado (5 projetos) sirvam como moeda de troca no período eleitoral e de que venham a ser votadas às pressas para atender “mais a interesses político partidários do que a anseios de atualização da lei”, informou em nota o Ipam – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), concordou que 2010 não é o melhor ano para se votar mudanças na legislação ambiental, embora considere que o Código Florestal de 1965 precise ser atualizado para integrar os avanços científicos e tecnológicos das últimas décadas. “Se houver votação, a prioridade será o resultado político eleitoral’’, disse.
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