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Instituto Coral Vivo premia 50 professores por projetos de educação oceânica

Selecionados de cinco regiões do país se reúnem no Rio de Janeiro para compartilhar experiências de educação oceânica desenvolvidas entre 2025 e 2026

Redação ((o))eco ·
28 de outubro de 2026
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Cinquenta professores da Educação Básica de 12 estados brasileiros serão premiados pelo Instituto Coral Vivo por desenvolver projetos pedagógicos voltados à cultura oceânica e à conservação ambiental. Os educadores se reunirão nos dias 6 e 7 de novembro, no Rio de Janeiro, para apresentar suas experiências e compartilhar práticas que aproximam crianças e jovens do oceano. A iniciativa integra o Programa Literatura Atlântica, que utiliza livros infantis para levar o tema às escolas.

Selecionados na primeira edição do edital de boas práticas em cultura oceânica, lançado em junho de 2026, os professores atuam na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, em instituições públicas e privadas. As experiências foram desenvolvidas entre 2025 e 2026, em cinco regiões do país. Do total de vagas, 25% foram reservadas a ações afirmativas para pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.

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Entre os projetos selecionados estão atividades que combinam literatura, ciência e manifestações culturais. Em Pontal do Paraná (PR), estudantes realizaram uma expedição de ciência cidadã na praia, com coleta de resíduos e análise de microplásticos ao microscópio. Em Santa Cruz Cabrália (BA), alunos criaram apresentações artísticas sobre os manguezais e os conhecimentos de marisqueiras e pescadores. Já em Itanhaém (SP), crianças de dois e três anos participaram de atividades lúdicas sobre rios, mangues, praias e poluição a partir de livros infantis.

A programação será realizada na Fundação Casa de Rui Barbosa, na sexta-feira (6), e na Universidade Santa Úrsula, no sábado (7). Além das apresentações dos projetos e da entrega dos prêmios e certificados, o encontro terá o lançamento do filme Cora e os Corais: Perigo no Manguezal e uma plenária para discutir os próximos passos da rede de educadores. As práticas selecionadas também integrarão o Portfólio de Boas Práticas do Programa Literatura Atlântica, publicação destinada a divulgar as experiências para outras escolas.

Segundo Flavia Guebert, diretora do Coral Vivo, o encontro busca reconhecer o papel dos professores na aproximação dos estudantes com o oceano, inclusive em localidades distantes do litoral. A iniciativa está alinhada à Década da Ciência Oceânica da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, voltado à conservação e ao uso sustentável dos oceanos. O Projeto Coral Vivo conta com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

“Cada experiência apresentada mostra que a cultura oceânica pode atravessar diferentes disciplinas, realidades e faixas etárias, conectando o aprendizado à vida dos estudantes. O Encontro valoriza os professores como protagonistas da transformação e promove a troca de experiências que podem inspirar outras escolas e educadores em todo o Brasil. “, diz Flavia Guebert.

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