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Avaliação da IUCN revela situação crítica de cinco ecorregiões de recifes brasileiros

Ondas de calor marinhas, branqueamento e mortalidade de corais agravam a situação dos recifes brasileiros, segundo levantamento global inédita

Redação ((o))eco ·
29 de outubro de 2026
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Cinco das oito ecorregiões de recifes de coral do Brasil estão em risco crítico de colapso, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O dado faz parte da primeira avaliação global da Lista Vermelha de Ecossistemas dedicada a esses ambientes, lançada durante a COP17 da Biodiversidade. O levantamento considera as mudanças observadas nos últimos 50 anos e as projeções de estresse térmico causado pelo aquecimento dos oceanos nas próximas cinco décadas.

Parrachos, Costa dos Corais, Atol das Rocas e Fernando de Noronha já eram classificados como Criticamente em Perigo (CR) devido às perdas registradas no período analisado. Abrolhos e Baía de Todos os Santos e Baixo Sul, que estavam na categoria Em Perigo (EN), passaram para o nível Criticamente Ameaçado (CR) quando foram consideradas as projeções climáticas para os próximos 50 anos feitos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

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As ondas de calor marinhas são apontadas como a principal ameaça aos recifes brasileiros. Eventos registrados especialmente em 2019, 2020 e 2024 provocaram estresse térmico severo, branqueamento e mortalidade de corais. A situação é agravada por outras pressões, como pesca excessiva, desenvolvimento costeiro, turismo, poluição por sedimentos e nutrientes, exploração de petróleo e gás, mineração, navegação e presença de espécies potencialmente invasoras, como os corais-sol e o peixe-leão.

“Os resultados mostram que três dessas ecorregiões já estavam em risco crítico pelo que aconteceu nos últimos 50 anos, e que as projeções colocam outras duas no mesmo patamar. Onde faltam dados, a falta de informação não pode ser lida como ausência de risco”, afirma Ana Lídia Gaspar, analista de Conservação do WWF-Brasil. 

Os recifes brasileiros ocupam aproximadamente 1.100 km² e se estendem por quase 3 mil quilômetros da costa do Atlântico Sul. Apesar de representarem cerca de 0,6% da extensão global desses ecossistemas, abrigam espécies endêmicas e formações singulares, como os chapeirões do Banco dos Abrolhos e os recifes oceânicos do Atol das Rocas e de Fernando de Noronha. Outras três ecorregiões – Parcel de Manuel Luís, Semiárido e Queimada Grande – foram classificadas como Dados Insuficientes (DD), devido à falta de informações necessárias para determinar seu risco geral.

*Com Informações do WWF-Brasil

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