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Onça parda no Parque da Serra dos Orgãos

O projeto inventário de mamíferos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, desenvolvido pela própria equipe do Parque em parceria com o CENAP/ICMBio, registrou a presença da onça parda (Puma concolor) próximo à sede da UC, em Teresópolis. A cada três semanas, a equipe percorre cada trilha para checar as armadilhas e verificar os registros. A onça parda foi registrada já no primeiro período de amostragem. Na última semana o animal, também chamado de suçuarana, foi visto por um servidor atravessando a rodovia BR-116, que cruza o Parque, durante a madrugada. O analista ambiental José Alberto Campos se impressionou com a velocidade do animal, "Foi impressionante. A onça saiu da floresta e atravessou a estrada em apenas três passadas". O Projeto de inventário de mamíferos foi selecionado em edital da Diretoria de Biodiversidade do ICMBio e recebeu apoio financeiro para 2010. Foram adquiridas 20 armadilhas fotográficas e equipamentos complementares. O CENAP cedeu outras 16 armadilhas para aumentar a cobertura em diferentes áreas do Parque. A equipe do projeto é formada por servidores, monitores, estagiários e voluntários e estão sendo amostradas no momento quatro trilhas. Um dos principais objetivos do projeto é confirmar a presença da onça pintada na área do Parque, já que há relatos de sua presença e técnicos do CENAP encontraram rastros que provavelmente são desta espécie em 2008. A coordenadora de manejo do PARNASO e do projeto, Cecília Cronemberger, destaca também os objetivos futuros, ?Nossa proposta é aprofundar o inventário e, em seguida, iniciar o monitoramento das populações de carnívoros e outros mamíferos de grande porte no Parque e região?. Mamíferos que percorrem grandes distâncias, como as onças, podem ser bons indicadores de conectividade entre unidades de conservação ou remanescentes florestais. O PARNASO está preparando, em parceria com o Parque Estadual dos Três Picos e a Reserva Biológica do Tinguá, projeto de monitoramento que inclua as três unidades de Conservação para verificar a efetividade de corredores florestais no Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense. As três unidades juntas têm mais de 100 mil hectares e protegem um dos principais remanescentes da Mata Atlântica. O chefe do PARNASO, Ernesto Viveiros de Castro, explica a importância do projeto, ?Apesar da floresta quase contínua neste trecho da Serra do Mar, a área é cortada por diversas rodovias e existem ocupações humanas entre as unidades. Os mamíferos podem nos ajudar a descobrir se ainda existe conectividade e orientar ações de conservação, como a ampliação ou criação de novas áreas protegidas?.

Redação ((o))eco ·
13 de novembro de 2010 · 16 anos atrás

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