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Grupo de engenheiros de Londrina cria o Fusca elétrico

Essa Itamar Franco perdeu por pouco. O ex-presidente, falecido em julho, vibraria ao ver o seu querido Fusca tranformado em carro 100% elétrico.  

Eduardo Pegurier ·
26 de outubro de 2011 · 15 anos atrás
Ess é o Thomas, um fusca que não fala, de verdade. Fotos: divulgação
Ess é o Thomas, um fusca que não fala, de verdade. Fotos: divulgação
Essa Itamar Franco perdeu por pouco. O ex-presidente, falecido em julho desse ano, vibraria ao ver o seu querido Fusca repaginado para o século 21 na forma de um modelo 100% elétrico. O feito é de um grupo de engenheiros e estudantes de engenharia ligados a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Londrina, que chamou o modelo de Thomas.

A ideia se originou na década de 1980, quando o, hoje, empresário Jilo Yamazaki produziu um veículo elétrico como trabalho de conclusão do seu curso de engenharia. No início de 2011, com a ajuda de estudantes da Federal do Paraná, sua alma mater, Yamazaki partiu para a realização do sonho de construir com tecnologia de fácil acesso um novo veículo desse tipo. E pela praticidade, durabilidade e afeto que sempre teve dos brasileiros escolheu um Fusca para encarnar o projeto.

Equipe jovem, mecânica nova... Mas ainda precisa sujar as mãos
Equipe jovem, mecânica nova… Mas ainda precisa sujar as mãos
Em sete meses o Fusca Elétrico ficou pronto. Seu motor original de 1600 cc, refrigerado a ar, foi aposentado e trocado por um motor de corrente alternada de 15 cv nominal movido por 25 baterias de chumbo ácido. “Temos consciência de que existem outros tipos de bateria de mais rendimento, porém isso aumentaria o custo do projeto. Mantê-lo baixo era um dos nossos objetivos”, diz Yamazaki. O veículo consegue alcançar 60 km/hora e a essa velocidade tem cerca de uma hora de autonomia. É o suficiente para a rotina de quem mora na cidade. Seus criadores calculam o custo do quilômetro rodado em sete centavos de real, uma bagatela. Para não falar da vantagem de não poluir o ar ou fazer barulho.

Para quem achar que o projeto nasceu velho, lembre-se que foi o desenho do Fusca a primeira inspiração dos carros esporte Porsche, como o modelo 911, que foi atualizado através das décadas e continua não só à venda como mantém seu status de objeto de desejo dos aficionados.

A orgulhosa equipe que produziu Thomas, o EcoFusca, toda oriunda da Federal do Paraná, em Londrina
A orgulhosa equipe que produziu Thomas, o EcoFusca, toda oriunda da Federal do Paraná, em Londrina
De qualquer forma, o Fusca elétrico prova que ninguém aguenta mais a lentidão com que as novas tecnologias de carros híbridos e elétricos chegam no Brasil. Do começo da produção até ter o carro rodando solto pelas ruas de Londrina foram apenas sete meses.

Então, se você for a Londrina, parar no sinal vermelho, e vir ao seu lado um Fusca que, em vez de trepidar e fazer um barulho borbulhante, for absolutamente silencioso, não se surpreenda. Apenas se encante.

Assista a um video sobre o projeto

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  • Eduardo Pegurier

    Mestre em Economia, é professor da PUC-Rio e conselheiro de ((o))eco. Faz fé que podemos ser prósperos, justos e proteger a biodiversidade.

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