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Copa do Mundo das Áreas Protegidas: Grupo L

Na competição mundial a Inglaterra é uma das favoritas, mas e na conservação? Qual seleção do grupo levantaria a taça?

Mirella Casanova ·
10 de julho de 2026

Na Copa do Mundo 2026, as disputas seguem acirradas, com países de diferentes partes do mundo competindo. O Grupo L, composto por Croácia, Panamá, Gana e Inglaterra, vem disputando não apenas no esporte, mas também por meio de seus espaços verdes. 

Gana, esse país que também é conhecido como “Black Stars”, estreou em Copas do Mundo na edição de 2006, na Alemanha. Ele chega à Copa do Mundo de 2026 para sua quinta participação no principal torneio de seleções do mundo cercado por mais dúvidas do que certezas. O comando da equipe está nas mãos do técnico português Carlos Queiroz, que acumula quatro Copas no currículo, com Portugal, em 2010, e com o Irã, em 2014, 2018 e 2022. 

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Apesar da boa campanha nas eliminatórias africanas (8 vitórias, 1 empate e 1 derrota), Gana chegou à Copa após acumular três derrotas e um empate nos quatro amistosos preparatórios disputados em 2026, contra Áustria, Alemanha, México e Gales, respectivamente, o que levantou dúvidas sobre o equilíbrio da equipe. 

O país enfrentou o Panamá em sua estreia em Toronto, no Canadá, vencendo a disputa. Atualmente a seleção foi eliminada na fase 16 avos, e não passou para a continuidade da competição. Assim como buscava ampliar sua história em Copas do Mundo, Gana também acumulou conquistas na conservação ambiental. Cerca de 15% do território do país está sob algum tipo de proteção, abrangendo parques nacionais, reservas florestais e áreas úmidas reconhecidas internacionalmente. 

No campo das áreas protegidas, Gana conta com 7 parques nacionais, em um total de 313 áreas protegidas. E mesmo as áreas protegidas não estão tão seguras assim. A maioria sofre com a caça desenfreada e desmatamento ilegal, o que fez o país da África Ocidental perder 90% de suas florestas primárias nas últimas décadas. 

A falta de investimentos nos parques, que são subfinanciados, agrava o problema. A demora em implementar as áreas também causou grandes danos ao ambiente local. O Parque Nacional Digya, por exemplo, foi declarado como Área Protegida em 1900, mas só recebeu o status de Parque Nacional no começo da década de 70. É o segundo maior parque nacional do país, com uma área de aproximadamente 3.478 quilômetros quadrados (cerca de 347 mil hectares). O local é lar de pelo menos seis espécies de primatas. A população de elefantes também é a segunda maior em Gana. Há também peixes-boi e lontras ao longo do Lago Volta, que se estende ao longo do parque.

Parque Nacional Mole. Foto: Dieu-Donné Gameli/Wikipédia

Logo ao lado, a rival direta de Gana na primeira parte da disputa, o Panamá carrega a sua parte futebolística cheia de desafios. Disputando sua segunda Copa do Mundo da FIFA como o único representante da América Central na edição ampliada de 2026, a seleção garantiu sua classificação direta em novembro de 2025 ao terminar em primeiro lugar do Grupo A na terceira fase das eliminatórias. 

Os centro-americanos são comandados pelo técnico dinamarquês Thomas Christiansen, que assumiu o cargo em julho de 2020. Apesar de enfrentar desafios iniciais, como a não classificação para o Catar 2022, a Federação manteve a confiança, chegando às finais da Copa Ouro 2023 e da Liga das Nações 2025, impulsionando jovens como Carlos Harvey e Adalberto Carrasquilla ao lado de pilares veteranos como Aníbal Godoy. 

Por mais que no futebol a situação seja desafiadora, na questão ambiental, o país protege quase um terço de todo o seu território terrestre, tendo 31,35% de suas terras e águas interiores protegidas. Isso equivale a 23.378 km² protegidos de um território total de 74.577 km². O Panamá também marca posição quando o assunto é marinho e 26,28% de suas águas marinhas e costeiras estão sob proteção, o que são 87.087 km² protegidos em uma área marinha total de 331.424 km².

Parque Nacional Soberanía. Foto: Geoff Gallice/Wikipédia

O país que no futebol tem grandes estrelas e foi protagonista das últimas Copas do Mundo, a Croácia, ostenta o vice-campeonato de 2018 e dois terceiros lugares, conquistados em 1998 e 2022. O feito mais impressionante da seleção é ter alcançado as semifinais em metade de todas as suas participações em Copas do Mundo. Logo em sua estreia, na França 1998, conquistou o terceiro lugar. Vinte anos depois, na Rússia 2018, alcançou o vice-campeonato mundial, vindo a confirmar sua presença na elite no Catar 2022, conquistando mais uma medalha de bronze.

A seleção, que conta com Luka Modric como o recordista de jogos pelo país em Copas, somando 19 partidas, terminou as eliminatórias na liderança marcando 26 gols em apenas oito partidas. Sob o comando de Zlatko Dalic, que chega ao seu terceiro Mundial consecutivo, a equipe busca manter esse impressionante retrospecto. 

Na Copa das Áreas Protegidas, o país conta com 8 parques nacionais. O mais famoso e antigo é o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, Patrimônio Mundial da UNESCO, conhecido por suas 16 cascatas e lagos cristalinos. A área é principalmente coberta por florestas muito bem preservadas, essenciais para a continuidade dos processos geoquímicos no sistema hídrico, acima e abaixo do solo, que incluem uma área de 84 hectares de floresta antiga.

Parque Nacional dos Lagos de Plitvice. Foto: Pablo BM/Wikipédia

O total de áreas protegidas na Croácia, considerando as categorias de “National designations” (designações nacionais) listadas, é de 1.201 áreas. Sendo composto por 8 Parques Nacionais, 80 Reservas Especiais, 79 Monumentos Naturais, 27 Parques Florestais, 80 Paisagens Significativas, 12 Parques da Natureza, 2 Parques Regionais, 119 Monumentos Hortícolas, 2 Reservas Estritas, além de 783 outras Designações Regionais e 9 Designações Internacionais. 

A Croácia protege 38,39% de suas terras e águas interiores. Isso totaliza 21.716 km² protegidos, dentro de uma área total de 56.567 km². Embora a cobertura marinha seja um desafio maior, a estratégia de conservação segue ativa, protegendo quase 10% da zona costeira e marinha. A cobertura marinha aponta que 9,34% das áreas marinhas e costeiras estão sob algum status de conservação, o que representa 5.158 km² protegidos em um total de 55.216 km² de área marítima.

Urso-pardo, lobo-cinzento e lince, junto com muitas espécies raras, vagam pelas florestas, enquanto os campos são conhecidos por sua flora rica. Além de Plitvička jezera, a lista oficial de áreas protegidas de manejo integral do país conta com os parques de Paklenica, Risnjak, Mljet, Kornati, Krka, Brijuni e Sjeverni Velebit, que fecham o grupo das oito grandes unidades croatas.

E para finalizar, a Inglaterra que complementa o grupo L segue na disputa mundial. O país é nada menos do que o berço do football. O esporte na sua versão moderna surgiu em terras britânicas no ano de 1863, quando foi criada a Football Association, e em 1872, Escócia e Inglaterra disputaram o primeiro jogo entre seleções nacionais.

Parque Nacional Lake District. Foto: Wikipédia

Os ingleses já participaram de 16 Copas do Mundo (só não se classificaram para 3 eventos) e venceram a Copa de 1966, disputada na própria Inglaterra, quando derrotaram a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na final em Wembley. Esta será a 17ª participação da Inglaterra em Copas do Mundo e a oitava de forma consecutiva. 

Na preparação para a Copa de 2026, a classificação foi dominante, sendo a primeira seleção europeia a garantir vaga no torneio, vencendo todas as 8 partidas do seu grupo nas eliminatórias, marcando 22 gols. Após a estreia contra a Croácia, o calendário do Grupo L aponta o confronto contra Gana em 23 de junho e o encerramento contra o Panamá em 27 de junho, onde a seleção inglesa busca em 2026 levantar o troféu após 60 anos.

O país tem 10 Parques Nacionais, que cobrem 1,2 milhões de hectares ou 9% do território nacional. Os chamados Sítios de Interesse Científico Especial (SSSI), áreas ricas em vida selvagem e/ou sítios geológicos, compõem uma de suas categorias de áreas protegidas. Existem 4.100 áreas protegidas como essas que juntas chegam a 8% da área total do país. A soma total de áreas protegidas da Inglaterra toma 28% do território. 

Os parques nacionais da Inglaterra, referidos como parte de uma família de 15 parques no Reino Unido, são áreas protegidas essenciais para a saúde, esperança e conexão do país. Mais do que reservas naturais isoladas, eles são descritos como “Paisagens Vivas”, onde a conservação da vida selvagem e dos habitats ocorre em harmonia com as pessoas que vivem e trabalham nestas regiões.

  • Mirella Casanova

    Estudante de Jornalismo na ESPM-Rio. Possui interesse em jornalismo ambiental, com foco em sustentabilidade e clima, além de pautas culturais e sociais.

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