Essa favela construída sobre palafitas não fica em nenhuma grande capital brasileira, mas bem no meio da Amazônia, na cidade de Laranjal do Jari, no Amapá, às margens do rio Jari, que marca a fronteira do estado com o Pará. Tem um nome óbvio, “Beiradão”, e condições de habitação repulsivas. As casas, todas de madeira, são minúsculas e equilibram-se sobre estacas finas e uma quantidade de lixo que pelo acúmulo, em muitos lugares, faz a água do rio desaparecer da vista. Tem também a marca comum à toda favela brasileira, a completa falta de governo. A fotografia é de Manoel Francisco Brito. Foi tirada em julho deste ano com uma câmera Canon S10 equipada com lente zoom (17mm-35mm) Sygma.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois do desmonte, reconstruir a governança ambiental paulista
Reconstruir a governança ambiental do estado passa por resgatar uma trajetória de referência em planejamento ambiental, gestão dos recursos hídricos e construção institucional →
ABRAMPA propõe instrumentos econômicos para garantir recursos às Unidades de Conservação
Nota técnica reúne mecanismos previstos em lei para ampliar o financiamento das UCs e garantir recursos para regularização fundiária, gestão e manutenção das áreas protegidas →
Proposta de UC para muriquis no Paraná avança, mas é flexibilizada
Após uma década de estudos, os ameaçados muriquis do Paraná podem ganhar área protegida ainda este ano, porém não de proteção integral, como pleiteavam os pesquisadores →

