Vídeos

Novas formas de ocupação podem acabar com a Amazônia

Estudo mostra que não existe um espaço de governança que inclua todos os atores panamazônicos. Desenvolvimento não sustentável significaria degradação, supressão e fragmentação da Amazônia.

Giovanny Vera ·
12 de dezembro de 2012 · 14 anos atrás

Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental do Brasil, é o coordenador geral da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), que apresentou na semana passada em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, o Atlas Amazônia sob Pressão.

Este atlas apresenta uma série de mapas com os resultados da compilação de seis fatores que são pressões e ameaças atuais da Amazônia no continente: estradas, mineração, petróleo e gás, hidrelétricas, queimadas e desmatamento. Desta forma, o atlas oferece um panorama geral do que acontece na região panamazônica.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Em conversa com a equipe do ((o))eco, Beto afirma que eles chegaram a conclusões nada animadoras sobre a Amazônia, que “estão avançando novas formas de ocupação econômica nos últimos 50 anos, que significam basicamente a degradação, supressão e fragmentação” da Amazônia, diz.

Beto explica que na Amazônia não existe uma governança com ampla capacidade de convocatória, que inclua todos os atores, o que não permite o estabelecimento e manutenção de “espaços de reflexão integrada sobre a Amazônia”. E não é que seja uma tarefa fácil, se levamos em conta a amplitude da região: 7.8 milhões de km2, 1.497 municípios, 33.6 milhões de habitantes e 385 povos indígenas.

A partir deste levantamento, a RAISG criou um plano de comunicação para que a informação gerada chegue aos vários setores da Amazônia, com versões em espanhol, português e inglês, impressos e digital, além dos mapas com todos os dados no site da rede. Desta forma, o que se quer é promover “a criação de novos espaços de governança na Panamazônia”, nas palavras de Beto Ricardo.

 

  • Giovanny Vera

    Giovanny Vera é apaixonado pela área socioambiental. Especializado em geojornalismo e jornalismo de dados, relata sobre a Pan-Amazônia.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
14 de agosto de 2026

Organizações religiosas se juntam em carta ao STF sobre riscos ambientais

Carta aberta aos ministros do Supremo, assinada por entidades de religiões diversas, alerta para julgamentos sobre o licenciamento ambiental, da Moratória da Soja e Marco Temporal

Salada Verde
14 de agosto de 2026

Tentativa de anular ampliação da Estação Ecológica de Taiamã é inconstitucional, diz MPF

Projeto de Decreto Legislativo que tenta reverter ampliação da unidade de conservação no Pantanal mato-grossense representa grave risco de retrocesso ambiental, detalha MPF em nota técnica

Salada Verde
14 de agosto de 2026

Ferramenta monitora o que os governos estão fazendo para enfrentar o El Niño

Lançado pelo Política por Inteiro, o monitor concentra ações da União, Estados e Municípios voltados à prevenção, ao monitoramento e à resposta aos impactos do fenômeno no Brasil

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.