
Os ventos fortes e o tempo seco dificultam o trabalho dos brigadistas e voluntários que lutam desde terça-feira (29) para acabar com o incêndio que atingiu o Parque Nacional de Brasília, no Cerrado. O incêndio já queimou 4,7 mil ha, o equivalente a 11% da área total da unidade. Desde 2011, quando a unidade sofreu com um grande incêndio, que devastou 40% da sua área, o parque não sofria com queimadas.
O incêndio começou no domingo (27) em área fora do parque e só na terça-feira entrou na unidade de conservação. Na frente da batalha, mais de cem homens, entre servidores e brigadistas do ICMBio e do Ibama, bombeiros do DF e grupos de voluntários, participam das ações de combate ao incêndio. O tempo seco e o vento forte contribuem para espalhar as chamas.
Segundo o ICMBio, até o final da tarde desta quinta, o fogo persistia na região da Chapada Imperial, no extremo oeste do parque. O local é montanhoso, de difícil acesso, o que atrapalha ainda mais a aproximação por terra dos combatentes.
Combate
Além de homens em terra, o combate ao fogo está sendo feito com quatro aviões air tractor (que lançam água sobre a vegetação em chamas). Um helicóptero está fazendo o monitoramento. Serão usados ainda carros pipas e viaturas para transporte de tropas.

Segundo Christian Berlinck, coordenador Nacional de Prevenção a Incêndios Florestais do ICMBio, a tendência é que de que a linha de fogo, que avança no sentido sudoeste, seguisse a partir desta sexta para áreas fora do parque. Ele garantiu que o combate continuará até que as chamas sejam totalmente extintas.
Visitação
Apesar do incêndio, as piscinas de água corrente, muito usadas por visitantes e moradores de Brasília, principalmente nesse período de seca, seguem funcionando normalmente. A área em torno das piscinas não foi atingida pelas chamas, assim como a região da barragem de Santa Maria, que fica no interior do parque e é responsável pelo abastecimento d´água de 40% da população do DF.




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Que devastação, meu deus.
Belo trabalho