De Fernando José Pimentel Teixeira e Christiane de Souza Pimentel TeixeiraReserva Ecológica Rio das LontrasEm relação a reportagem “Faça você mesmo”, de Lorenzo Aldé, publicada em 3 de dezembro último, gostaríamos de fazer as seguintes observações para efeito de esclarecimento e complemento:É importante realçar que as poucas intervenções feitas por nós, como os pequenos açudes e o plantio de mudas foram realizados fora da área de RPPN, como previsto desde que adquirimos o terreno de 277.226 m². Quanto às mudas de palmitos, estão em fase de adaptação, já que foram recém plantadas.Quanto as colocações da Sra. Edela Bacca, queremos acreditar que estão fora do contexto, pois deram um sentido que discordamos totalmente. Senão somente cidadãos ricos poderão ter RPPN. E também é conflitante com o Estatuto da Associação que criamos, onde no Capítulo I, Artigo 2º, alínea C diz das finalidades: “Contribuir na criação de condições a que os proprietários possam tratar da sustentabilidade social e econômica de suas RPPNs”.Ademais, torcemos para que pessoas “possam viver disso” e a preservação da biodiversidade possa ser exercida por pequenos agricultores, por pequenos proprietários que tenham a Mata Atlântica em seu quintal e por profissionais das mais variadas áreas e que se interessem em arregaçar as mangas e lutar pela causa, que é de todos nós!Já o Sr. Phillip Stumpe, da Apremavi, achamos estranho suas observações, pois não o conheço e nem tão pouco falei-lhe sobre nossos planos, no máximo troquei alguns e-mails com assuntos pontuais. Sendo assim, evitaremos sermos deselegantes e anti-éticos em criticar um integrante da Associação Catarinense de RPPN.Na verdade, a reportagem deve servir para podermos avaliar se a preservação da natureza deve ser feita por acadêmicos, especialistas e experientes ou se deve ser um assunto do dia a dia de todos os cidadãos, coisa que procuramos fazer nas pequenas atitudes do cotidiano e, se possível, semearmos a idéia para um futuro mais equilibrado no planeta.Em tempo, enquanto escrevia essas mal traçadas linhas, quantos hectares de Florestas foram derrubados? Vamos ficar olhando o mato crescer?
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