Análises

Finalmente o bom senso

O Instituto Estadual do Ambiente do RJ  publica esta semana em sua página na internet  consulta pública às diretrizes para o uso público nos parques  fluminenses.

Pedro da Cunha e Menezes ·
16 de novembro de 2009 · 17 anos atrás

O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro – INEA publica esta semana em sua página cibernética (http://www.inea.rj.gov.br) a consulta pública referente ao decreto que estabelece diretrizes para o uso público nos parques estaduais Fluminenses.

Ao ler o documento, fiquei surpreso com a qualidade do texto e, sobretudo, com o extremo bom senso das diretrizes propostas. Para um militante da conservação da natureza que foi gestor de Parque e gasta grande parte de suas horas livres como usuário público deles, é uma imensa alegria finalmente ver a proposta de um conjunto de regras que não descuidam da proteção da biodiversidade mas tampouco tratam o visitante como inimigo a ser desestimulado a passar seu tempo de recreação nas nossas unidades de conservação.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



 
Não vou aqui comentar a totalidade do documento, mas ressalto entre seus pontos positivos: (1) “a não-obrigatoriedade da contratação dos serviços oferecidos pelos parques estaduais diretamente ou por meio de seus concessionários e permissionários, incluindo serviços de condução de visitantes, salvo nas hipóteses em que indispensáveis para a preservação de atributos naturais, históricos ou arqueológicos frágeis, definidos em regulamento específico” e (2) “o reconhecimento de que há riscos implícitos nas atividades de lazer na natureza, mas que esses riscos devem ser aceitos pelos praticantes de esportes de aventura, que precisarão assinar um termo de reconhecimento de risco”. Até mesmo a realização de corridas de aventura nos Parques Estaduais (http://www.oeco.com.br/paulo-bessa/43-paulo-bessa/16939-oeco_24810 ), que deu margem a uma grande confusão no ano passado, não está completamente proibida, podendo ser autorizada, “em área definida pelo plano de manejo do parque estadual, mediante decisão do INEA, após manifestação técnica”.
 
Por fim, causou excelente impressão o incentivo que o documento dá à utilização de trabalho voluntário nas UCs estaduais. Está de parabéns o INEA e, sobretudo, André Ilha (http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/10981-oeco_27881 ), responsável pelos Parques na estrutura do órgão. Não tenho dúvidas que as mãos de André, que além de ambientalista também é usuário assíduo das matas protegidas do Rio de Janeiro, foram fundamentais na redação dessas “diretrizes”.
 
 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
31 de julho de 2026

Justiça determina que Rio incorpore clima no processo de licenciamento ambiental

Decisão estabelece prazo de 90 dias para que prefeitura passe a exigir de empreendimentos poluidores plano de mitigação de emissões e medidas de compensação

Salada Verde
31 de julho de 2026

Quase 600 áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento no primeiro semestre

Mais de 80% das áreas protegidas do bioma não apresentaram desmatamento entre janeiro e junho deste ano, segundo o Imazon. É o melhor desempenho dos últimos 8 anos

Colunas
31 de julho de 2026

A Era do Fogo: o alerta que vem da França

Os incêndios franceses demonstram que capacidade técnica e econômica, embora indispensáveis, não garantem proteção quando os ecossistemas perdem resiliência

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.