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Há que se ver o Cerrado, mistura de sofrimento e vitalidade

É um lugar tão lindo quanto cantam os versos de Guimarães Rosa. Mas para conhecer, tem que ir. Porque o Cerrado merece ser admirado.

17 de setembro de 2012 · 14 anos atrás
  • Adriano Gambarini

    Fotógrafo profissional desde 1991. Vencedor do Prêmio Comunique-se, é geólogo de formação, com especialização em história natural e espeleologia, autor de 20 livros e diretor de dezenas de documentários. →

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Guimarães Rosa (trecho de Grande Sertão Veredas)

 

Há cerca de três dias recebi a noticia que a Serra da Canastra está em chamas.  Daquelas queimadas capazes de causar redemoinhos de fogo. De novo. Parece que o cerrado brasileiro vive um dejà vu, e nossa tendência passional é bradar aos quatros cantos: “Até quando o cerrado pegará fogo? Será substituído por soja, carvão, pasto?”

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Uma tendência obviamente pessimista e sem luz no fim do túnel. Por isto resolvi compartilhar imagens que mostram um cerrado ainda pleno e vigoroso, com buritizais a perder de vista e campos entrecortados por rios esverdeados. E principalmente, onde pesquisadores como Edsel Junior dedicam a vida à conservação. Àqueles campos e a seus felinos moradores.

Tive o privilégio de sobrevoar com ele e Marina Xavier o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. A intenção era localizar uma onça preta capturada e marcada com colar de GPS pelo próprio Edsel e o veterinário Joares May.

Um lugar tão lindo quanto possa parecer nos versos imortais de Guimarães Rosa. Mas para realmente conhecer, tem que ir. Porque o Cerrado merece ser admirado.

 

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