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O Eco+ | Edição #282 | março/2026

O Eco+ | Edição #282 | março/2026

8 de março de 2026

O governo federal criou, na sexta-feira (06), o Parque Nacional do Albardão, na costa de Santa Vitória do Palmar (RS), com 1.004.480 hectares, tornando-o o maior parque nacional marinho do Brasil. Também foi instituída uma Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, com 55.983 hectares, formando um mosaico de conservação. Segundo a reportagem de Daniele Bragança, a criação das unidades atende ao compromisso anunciado na COP 30 de ampliar a proteção marinha no país e encerra uma mobilização de 18 anos por parte de pesquisadores e organizações ambientais. Considerada prioritária para conservação desde 2004, a região abriga características únicas. Ambientalistas celebraram a medida.

Um levantamento de organizações do Observatório do Clima aponta que 70 projetos considerados nocivos ao meio ambiente tramitam atualmente no Congresso Nacional, formando o chamado “Pacote da Destruição”. Segundo matéria de Cristiane Prizibisczki para ((o))eco, 50 dessas propostas já eram monitoradas em 2025 e 75% tiveram avanço legislativo no ano passado, com seis já aprovadas e cinco em estágio avançado de tramitação. As organizações alertam que, por causa das eleições de outubro, setores como a bancada ruralista podem acelerar a votação desses projetos no primeiro semestre de 2026, reduzindo o debate público e ampliando os riscos de retrocessos na política ambiental brasileira.

Acordo global para proteção do oceano entrou em vigor; desafio agora é a implementação e ela precisa ser baseada em evidência científica. defende Andrei Polejack, diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), em análise para ((o))eco. O Tratado do Alto-Mar, formalmente o Acordo da ONU sobre Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), já foi ratificado por mais de 80 países e cria regras para atividades humanas em áreas oceânicas que não pertencem a nenhum país, permitindo a criação de áreas protegidas, exigindo avaliação de impactos ambientais e estabelecendo mecanismos de repartição dos benefícios obtidos com recursos genéticos marinhos. Agora, defende Polejack, o principal desafio passa a ser a implementação do tratado, que deve transformar os compromissos políticos em ações concretas baseadas em evidências científicas para garantir a proteção da biodiversidade em regiões que cobrem quase metade do planeta.


Boa leitura!

Redação ((o))eco

· Destaques ·

Governo cria o Parque Nacional de Albardão, com 1 milhão de hectares

UC será o maior parque nacional marinho do país; Governo também criou uma Área de Proteção Ambiental no local, com 55.983 hectares

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