O Eco+ | Edição #295 | maio/2026
7 de junho de 2026
O colunista Otávio Maia e a historiadora Alyne dos Santos Gonçalves relembram os 40 anos da morte de Augusto Ruschi, o cientista que transformou as orquídeas e os beija-flores em símbolos da Conservação. Referência nos estudos sobre beija-flores e na defesa da Mata Atlântica, Ruschi esteve à frente de movimentos para frear o avanço do plantio do eucalipto sobre remanescentes naturais que vinham desaparecendo rapidamente diante de seus olhos, influenciando governadores e parlamentares na criação das primeiras áreas protegidas capixabas. Também foi crítico do uso indiscriminado de agrotóxicos e da ocupação da floresta Amazônica.
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Noventa e oito permissões de operação de lavra garimpeira com indícios de irregularidades permitiram a comercialização declarada de 25,3 toneladas de ouro, volume avaliado em cerca de R$ 18,4 bilhões pelos preços atuais do metal. As permissões ocorreram entre 2018 e março de 2026. As informações, noticiadas pela repórter Karina Pinheiro, são do relatório “Lavagem de Ouro na Amazônia: Anatomia de uma Fraude”, lançado pelo Greenpeace Brasil esta semana. Segundo a denúncia, dos 187 processos minerários analisados, mais da metade apresentou sinais de inconsistências relacionadas à produção declarada de ouro.
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E por falar em garimpo, a Câmara dos Deputados aprovou, por 311 votos a favor, contra 135 contrários, o regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei 957/2024, que altera o Código de Mineração e facilita a obtenção de autorizações para atividades garimpeiras de menor porte, conta Karina Pinheiro. Com a aprovação da urgência, o texto poderá ser votado diretamente no plenário. Relatado pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), a proposta é acusada de enfraquecer mecanismos de controle sobre a atividade mineral.
Boa leitura!
Redação ((o))eco
· Destaques ·
Beija-flor da resistência: 40 anos sem Augusto Ruschi
Falhas em permissões de garimpo permitiram movimentar R$ 18,4 bilhões em ouro, diz Greenpeace
Câmara aprova urgência para projeto que flexibiliza regras do garimpo
· Conservação no Mundo ·
Procurando no lugar certo. Pesquisadores descobriram oito novas espécies de libélula, três gafanhotos desconhecidos e cerca de 60 novas borboletas e mariposas em tons vibrantes durante uma viagem ao planalto de Lisima, em Angola. O Wilderness Project visitou as águas que fluem pelo planalto e que alimentam quatro dos principais rios da África: o Congo, o Okavango, o Zambeze e o Cuanza. A descoberta reforça o papel da pesquisa científica em locais pouco estudados na definição de estratégias de conservação. [Reuters]
Produzindo natureza. Deixar a natureza tomar conta de uma antiga fazenda leiteira no leste de Somerset, no Reino Unido, resultou em um aumento de espécies em apenas três anos: espécies de pássaros saltaram de 67 para 94 e de borboletas de 11 para 24. Também houve o registro do aumento de aparições de pequenos mamíferos. A fazenda de 190 hectares é o primeiro local adquirido pela organização beneficente Heal Rewilding para renaturalizar uma antiga área antropizada e revela a velocidade com que a vida selvagem retorna após o fim da agricultura convencional. [The Guardian]
· Dicas Culturais ·
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História Ambiental do Brasil Contemporâneo (1972–2022) | Editora Hucitec
Organizado por Adalmir Leonidio, Antonio Almeida e Janes Jorge, História Ambiental do Brasil Contemporâneo (1972–2022) reúne pesquisadores de diferentes regiões do país para analisar as transformações socioambientais das últimas cinco décadas. A obra aborda temas como industrialização, exploração de recursos naturais, políticas públicas e movimentos sociais, examinando como a relação entre sociedade e natureza moldou a história recente do Brasil.
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Capitaloceno: uma história radical da crise climática | Francisco Serratos
Em Capitaloceno: uma história radical da crise climática, Francisco Serratos relaciona a crise climática a processos históricos como a expansão do capitalismo, o colonialismo e a exploração dos recursos naturais. O autor percorre episódios que vão da conquista da América à indústria dos combustíveis fósseis, passando pela produção agrícola, pela expansão do consumo de plástico e pelas transformações econômicas dos séculos XIX e XX. Ao longo do livro, discute como esses processos contribuíram para a configuração da crise ambiental atual e apresenta reflexões sobre possíveis caminhos para o futuro.
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Antropoceno: Iniciação à temática ambiental | Genebaldo Freire Dias
Na obra, Genebaldo Freire Dias apresenta conceitos e debates relacionados às transformações ambientais provocadas pela ação humana. O livro aborda temas como poluição, perda de biodiversidade, escassez de água, eventos extremos e os impactos sobre biomas brasileiros, relacionando esses processos ao modelo de desenvolvimento adotado nas últimas décadas. Ao longo da obra, o autor também discute iniciativas de proteção e recuperação ambiental, além do papel de indivíduos, instituições e governos diante dos desafios contemporâneos.





