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O Eco+ | Edição #307 | agosto/2026

O Eco+ | Edição #307 | agosto/2026

30 de agosto de 2026


A repórter especial Duda Menegassi fez a travessia Guadakan, uma nova trilha de longo curso de quase 50 quilômetros que atravessa a Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul. Foram cerca de 29 quilômetros na ponta da bota e outros 20 de remada durante os três dias em que percorreu a travessia, ocorrida no início de agosto. A trilha está sendo planejada para chegar a 60 quilômetros terrestres e irá conectar por terra duas bases do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), organização que encabeça o projeto da trilha. “A vegetação mais aberta permite com que praticamente o tempo inteiro, eu mantenha os olhos na serra que preenche o horizonte com um relevo que muitas pessoas não associam ao Pantanal. A Serra do Amolar estende-se por 80 quilômetros, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, e abriga os pontos mais altos do bioma, chegando a 976 metros de altitude”, narra Duda.

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O programa de pecuária sustentável do Pará, que estava previsto para identificar todo o rebanho em trânsito até dezembro de 2025, teve menos de 2% implementado até o momento. Um dos fatores que explica a lentidão do programa, tema da reportagem de Alice Martins Morais nesta semana em ((o))eco, foi a publicação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), em 21 de julho de 2025, que estipula que até 2029 sejam identificados individualmente e cadastrados no sistema todos os animais que vão passar por manejo sanitário. Os prazos do programa nacional deram um incentivo para o adiamento do programa estadual.  “Se o próprio programa nacional não mostra uma necessidade de urgência e considera que é algo que precisa de mais tempo para implementação, isso pode acabar dando uma motivação para os estados deixarem os prazos para implementação mais lá para frente também”, analisa a pesquisadora do Imazon Camila Trigueiro. 

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Houve um aumento de 660% do desmatamento relacionado à mineração ilegal do Parque Nacional Juruena, no extremo norte de Mato Grosso, em apenas oito meses. Marcio isensee e Sá entrevistou moradores, servidores e especialistas, que apontam possível envolvimento de facções criminosas. Um dos episódios de aumento de tensão na região foi o encontro de Agentes Temporários Ambientais (ATAs) contratados pelo Programa Monitora, do ICMBio, com garimpeiros em uma trilha localizada na porção sul do parque para monitorar a biodiversidade local. O encontro não planejado terminou com disparos de tiros para o alto feitos pelos garimpeiros para afugentar a equipe do Monitora, que agora deixou de fazer a coleta de dados naquele ponto. Pelo menos três dos agentes são indígenas da etnia Apiaká, que tem o território da sua Terra Indígena sobreposta ao parque. “[Os garimpeiros] abriram uma estrada lá para dentro do parque que foi bater em uma trilha do Programa Monitora… Quando o pessoal tava fazendo limpeza da trilha, deram de cara com os garimpeiros e os garimpeiros desceram bala neles”, afirmou um servidor do ICMBio que preferiu não se identificar. 

Boa leitura!

Redação ((o))eco

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Retrocesso. Durante décadas, as regulamentações sobre as emissões de substâncias químicas perigosas, como tolueno, óxido de etileno e cloreto de vinila, foram mais brandas do que as restrições aplicadas a poluentes mais comuns, como os emitidos por veículos. Em 2024, o governo Biden tomou medidas importantes para fortalecer as regras da Lei do Ar Limpo sobre esses poluentes atmosféricos perigosos, o que tornou mais rígidos os requisitos para seis diferentes poluentes em mais de 200 fábricas petroquímicas. As regras fizeram parte de um conjunto de regulamentações sobre poluentes tóxicos do ar implementadas pelo governo Biden, cada uma voltada a um setor específico, da produção de aço à fabricação de pneus. Agora, o governo Trump trabalha ativamente para desmantelar as regras e tem concedido isenções a dezenas de instalações poluidoras e colocado os moradores do entorno dessas fábricas em perigo. [E360Yale]

Papo de baleia. Em 2015, a pesquisadora de baleias Valeria Vergara montou uma pequena barraca às margens das águas geladas da Ilha Somerset, no remoto Ártico canadense. O local estava coberto por uma neblina congelante tão densa que ela mal conseguia enxergar as próprias mãos. Vergara estendeu um cabo até a costa e colocou um hidrofone na água para registrar os sons emitidos pelas belugas. Até mil desses animais, acompanhados de seus filhotes recém-nascidos, frequentavam a baía ao redor. A conversa incessante das belugas, composta por dezenas de sons distintos, é fundamental para manter esses animais conectados nas águas escuras e turvas do Ártico. Desde que a primeira gravação conhecida do canto de uma baleia foi feita, em 1949, pesquisadores se encantam com os uivos, roncos, cliques, grunhidos e guinchos usados na comunicação desses animais, que os ajudam a sobreviver. [The Guardian]

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