Notícias

Debates híbridos

Estava bom demais. Os carros movidos a eletricidade e gasolina que tornaram-se a coqueluche entre os motoristas americanos ambientalmente corretos tem uma séria desvantagem em relação aos seus “primos” baseados apenas em combustível fóssil. Em caso de acidente, como seus motores praticamente não fazem barulho, é difícil saber se estão ainda funcionando. E isso, segundo o The New York Times, é um problema sério para as equipes de resgate. O livro de regras de salvamento usado nos Estados Unidos exige que bombeiros e paramédicos só cheguem perto de vítimas de uma batida depois de terem certeza que o motor foi cortado. E o mesmo jornal publica outra reportagem sobre o salão de automóveis de Frankfurt dizendo que os europeus finalmente aderiram aos híbridos. Há vários modelos equipados com essa tecnologia. Mas a Europa insiste que o melhor caminho para fabricar carros limpos é usar a tecnologia do diesel. Esse combustível, o que é produzido nos países desenvolvidos, que fique bem entendido, além do seu baixo teor de emissões, é eficiente e perdeu aquele cheirinho desagradável. Mas como o mercado americano parece enamorado com o híbrido, para não perder vendas, os europeus resolveram, adotá-lo. Ainda que a contragosto.

Redação ((o))eco ·
19 de setembro de 2005 · 21 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
5 de novembro de 2026

Queimadas na Amazônia: Fiocruz recomenda medidas para reduzir riscos à saúde

Nota técnica reúne orientações para reduzir os riscos da exposição à fumaça em residências, escolas, locais de trabalho e unidades de saúde →

Edilene, 59 anos, já encontrou agulha de injeção catando o sururu que o filho traz da maré. Foto: Yamini Benites
Reportagens
5 de novembro de 2026

Da fartura do sururu à maré de plástico: a transformação pesa nos manguezais da Ilha de Deus

O acúmulo de lixo atinge a saúde dos mangues, ameaça o sustento de comunidades tradicionais, enquanto o novo plano de resíduos da capital pernambucana não fixa metas concretas para a reduzir geração de resíduos na origem →

Análises
5 de novembro de 2026

Lula quer atrair data centers, mas expansão ocorre sem garantias ambientais

Governo também aposta em IA brasileira; Em SP, um dos maiores data centers do país começa a surgir sem garantias de proteção aos recursos hídricos e ao uso energético sustentável. →

Mais de ((o))eco

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.