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Há duas semanas, eu fui a Belfast, capital da Irlanda do Norte. Confesso que não foi uma escolha entusiamada, mas conveniente. Precisava encontrar o meu irmão e ali era, digamos, o meio do caminho entre nós dois. Minha expectativa era fazer turismo histórico, político.
Meu conhecimento sobre a região, afinal, se restringia aos “problemas” das décadas de 1970 e 1980: a eterna batalha entre católicos separatistas e protestantes monarquistas foi e ainda é a característica principal pela qual este pequeno país é lembrado.
Mas bastou uma lida mais atenta no guia de viagem e ver as fotos da costa de Ulster (nome em irlandês do país) para descobrir que por ali havia muito mais para se ver.
Belfast é uma cidade incrível, as pessoas são surpreendentemente amáveis. O turismo político pelas zonas de Shankill e Fall Road, onde tantas bombas explodiram e pessoas perderam suas vidas, é de gelar a espinha. No entanto, ir até lá e não conhecer o litoral é um desperdício. É uma região linda, com montanhas verdejantes e vales profundos com rios cristalinos.
Eu tive a oportunidade de visitar duas áreas protegidas, Larrybane/Carrick-a-rede e Giants Causeway, ou Passarela do Gigante, em tradução livre. Ambas são manejadas pelo National Trust, um grupo não-governamental fundado no fim do século 19 e hoje considerado uma referência em como envolver proprietários rurais na conservação.
O tempo castiga um pouco, é verdade. Rajadas poderosas de vento e chuva preenchem o dia todo, intercalados por momentos de céu azul. Ainda assim, não deixa de ser um espétaculo da natureza ver a chuva formando-se sobre o mar e avançndo em direção à ilha.
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