A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados decidiu adiar ontem – mais uma vez – a votação do Projeto de Lei que permite a ampliação do Parque Nacional de Brasília. Em reunião com moradores, chegou-se a uma terceira versão do projeto, que exclui parte das áreas do Núcleo Rural Lago Oeste, do Núcleo Rural Boa Esperança e da fazenda imperial. A ampliação inicial seria de 30 mil para 46 mil hectares, mas com essa mudança a área do Parque deve ficar em 41 mil. Técnicos do Ibama garantem: a decisão pode prejudicar a preservação de importante biodiversidade do Cerrado. A nova versão, no entanto, ainda será apresentada para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, antes de ser votada na próxima quarta-feira, dia 20.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Até onde vai o gigante do Sul
Proteger a araucária em seu limite norte de distribuição em Minas é também conservar a biodiversidade, favorecer a regeneração florestal e manter fontes de alimento e renda associadas ao pinhão →
Brasil tem mais de 3,7 mil plantas ameaçadas de extinção
Lista atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente alerta para aumento do grau de ameaça do pau-brasil e para possível extinção de duas plantas da Mata Atlântica →
Proteger a biodiversidade exige conectar territórios
Brasil levou a COP 17 da Biodiversidade proposta que reforça necessidade de investir em corredores de biodiversidade e redes ecológicas que não se limitem às áreas protegidas →
