A homenageada desta semana em ((o))eco é a tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), uma espécie de águas tropicais. A tartaruga de pente pode ser encontrada nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, preferencialmente nos arredores de recifes de corais e em locais de águas rasas. Pesam até 150 quilos e sua bela carapaça pode medir cerca de 110 centímetros. Além de bela, sua carapaça é muito valiosa no mercado, usada para fabricação de aros de óculos, bijuterias e, ironicamente, pentes. Essa caça predatória já levou a tartaruga de pente a uma situação de quase extinção e é graças a vários programas e projetos de educação ambiental e preservação, como o famoso Projeto Tamar, que lentamente o número de indivíduos da espécie aumenta.
Ainda assim está criticamente ameaçada e precisa de atenção. Um dos períodos que exigem mais cuidados é durante a desova, que acontece no verão, com destaque para o litoral norte da Bahia e Sergipe, e o litoral sul do Rio Grande do Norte. São postos entre 70 e 180 ovos em cada ninho e o tempo de incubação pode durar de 45 a 75 dias.
A tartaruga possui um extenso cardápio que inclui esponjas, anêmonas, lulas e camarões, mas uma coisa é fato: sacos plásticos não são um alimento nutritivo e, inclusive, pode matá-las durante a ingestão. Não só a caça predatória, mas também a poluição é um grande inimigo dessa espécie tão dócil e que precisa ser preservada. Cabe a todos fazer sua parte!
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