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Corujão-orelhudo: não é apenas sua orelha que é grande

O aumentativo faz jus ao tamanho do homenageado desta semana. O corujão-orelhudo (Bubo Virginianus) é a maior coruja do continente americano. Foto: Milton Mello

Duda Menegassi ·
14 de dezembro de 2012 · 10 anos atrás
A homenagem do ((o))eco desta semana vai para o corujão-orelhudo (Bubo Virginianus), também conhecido como jucurutu ou, apenas, corujão. O aumentativo faz jus ao tamanho desta ave, a maior coruja do continente americano. Mede cerca de 50 centímetros e de asas abertas sua envergadura pode chegar até 150 centímetros. Pesa um quilo ou mais. Outra parte do seu nome, o adjetivo “orelhudo” também se justifica. As orelhas sobressaem nessa coruja acinzentada, mas não trazem nenhum bônus auditivo.

No seu cardápio, insetos são apenas aperitivos, essa espécie gosta mesmo é de outras aves e pequenos mamíferos, como filhotes de cutia e de gato. Vez ou outra até mesmo um coelho pode virar jantar para essa coruja esfomeada. Ocorre desde os Estados Unidos até o extremo sul da Argentina. No Brasil, pode ser encontrado no norte da Amazônia, Centro-Oeste, Nordeste e na costa leste do país, até o Sul. Seu habitat são as matas e os campos abertos.

Costuma pôr seus ovos nos ninhos de outros pássaros. Os filhotes saem dos ovos cerca de um mês depois da postura e com 6 semanas de vida já estão batendo asas e abandonando o ninho. Segundo a lista da IUCN, o estado de conservação da espécie é pouco preocupante, dado a extensão geográfica em que ocorre. Porém, a Lista Vermelha Estadual de São Paulo a qualificou como vulnerável. Foto: Milton Mello.

 

 

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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