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Lobo guará preto é registrado no norte de Minas Gerais

Armadilhas fotográficas instaladas pelo Instituto Biotrópicos e IEF-MG capturam registro raro no mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

Redação ((o))eco ·
15 de outubro de 2013 · 8 anos atrás

Nessa imagem, é possível ver boa parte do corpo do animal e fica nítida a morfologia do lobo-guará, como, por exemplo, as pernas longas. Foto: IEF-MG / Instituto Biotrópicos
Nessa imagem, é possível ver boa parte do corpo do animal e fica nítida a morfologia do lobo-guará, como, por exemplo, as pernas longas. Foto: IEF-MG / Instituto Biotrópicos

A armadilha fotográfica usada pelo Instituto Biotrópicos no norte de Minas para monitorar mamíferos capturou uma raridade: um lobo-guará de cor preta. Oficialmente, não há registros da existência de lobos-guará desta cor. A cor avermelhada é uma das características mais marcantes da espécie. A imagem, que não está nítida, foi capturada à noite na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari, próximo à cidade de Chapada Gaúcha (MG).

“Na literatura não existe informação sobre um lobo-guará dessa cor. Na região, o povo falou que já tinha sido visto há muitos anos, mas nunca foi fotografado. Pesquisamos e chegamos à conclusão de que se trata do primeiro registro de um lobo-guará preto no mundo. A morfologia é a mesma de outros lobos-guarás: perna longa, orelha grande, é muito característico da espécie, independente da coloração. Entendemos a desconfiança por ser inédito, por ser uma foto à noite, onde não dá para ver com toda a clareza: mas trata-se de um lobo-guará, com certeza”, confirma Guilherme Ferreira, biólogo do Biotrópicos responsável pelo protocolo de armadilhamento fotográfico.

A partir de agora, os pesquisadores pretendem continuar a avaliação, para compreender os hábitos do animal. Mais armadilhas fotográficas serão espalhadas na esperança de obter uma imagem mais nítida do animal.

A parceria entre o Instituto Biotrópicos e o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais tornou possível a descoberta deste e de outras 10 espécies de mamíferos. A iniciativa envolve o treinamento de guardas-parque para utilizar armadilhas fotográficas e inventariar a fauna da UC onde trabalham. Para Guilherme Ferreira, o trabalho dos guradas-parque é crucial para o sucesso do programa.

Nessa outra foto, o rosto do raro lobo-guará preto aparece em destaque. Trata-se do primeiro registro de um animal dessa espécie com essa coloração. Foto: IEF-MG / Instituto Biotrópicos
Nessa outra foto, o rosto do raro lobo-guará preto aparece em destaque. Trata-se do primeiro registro de um animal dessa espécie com essa coloração. Foto: IEF-MG / Instituto Biotrópicos

 

*Errata: Ao contrário do que dizia a chamada da matéria, a WWF-Brasil não teve participação na instalação das armadilhas fotográficas. A WWF-Brasil é nossa parceira em outras iniciativas no Mosaico. Nesta iniciativa a parceria é com o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG) e tem apoio da Rede ComCerrado.

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