Um novo mapa incluído nesta semana na plataforma Infoamazonia permite visualizar a relação entre degradação humana e devastação do meio ambiente em meio ao avanço das fronteiras agrícolas na Amazônia. A base de dados “trabalho escravo na Amazônia”, disponível para consultas em português, inglês e espanhol, possibilita a visualização dos prinncipais municípios em que foram realizados resgates de trabalhadores realizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego de 2003 a 2013. A exploração de trabalho escravo contemporâneo é crime previsto no Artigo 149 do Código Penal brasileiro. A existência de escravidão no país foi reconhecida pelo Governo Federal em 1995, e, desde então, diferentes medidas têm sido tomadas para combater o problema, incluindo a libertação de trabalhadores.
No mapa abaixo, organizado com base nos dados oficiais, é possível observar que o maior número de resgates aconteceu nas áreas com mais alto índice de desmatamento. A visualização também explicita a relação entre a derrubada da floresta e o avanço da pecuária, com a indicação dos frigoríficos na região, presentes nas áreas de maior incidência de escravidão e desmatamento. Clique nos botões “desmatamento” e “frigoríficos” para visualizar como estas bases coincidem com as de libertações.
Mapa de resgates de escravos na Amazônia
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Cabe destacar que os municípios em que mais resgates aconteceram estão entre os mais afetados pelo avanço da pecuária, conforme é possível observar no mapa abaixo. É o caso de Confresa, no Mato Grosso, onde 1.347 trabalhadores foram libertados, São Félix do Xingu, no Pará, com 750, e Ulianópolis, também no Pará, com 1.290. Não por acaso, Mato Grosso e Pará são os Estados em que se concentram os principais pontos do chamado Arco de Fogo do Desmatamento, fronteira que, como um arco, avança sobre a Amazônia.
Regiões com maior número de resgates na Amazônia
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