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Polícia Federal desmantela esquema de corrupção no IBAMA

A operação cumpriu 23 mandados de prisão que incluíam funcionários do próprio IBAMA e da Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão.

Redação ((o))eco ·
3 de dezembro de 2014 · 11 anos atrás

Superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Maranhão, Antônio César Carneiro de Souza está entre os presos da Operação Ferro e Fogo. Foto:
Superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Maranhão, Antônio César Carneiro de Souza está entre os presos da Operação Ferro e Fogo. Foto:

Pelo menos 23 mandados de prisão, sendo duas preventivas e 21 temporárias, além de mandados de busca e apreensão foram cumpridos ontem pela Polícia Federal para desmantelar um esquema de corrupção que envolvia servidores do IBAMA e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA).

A operação da PF foi chamada de Ferro e Fogo, em homenagem ao livro homônimo do pesquisador Warren Dean, que narra as formas de destruição da floresta brasileira.

A quadrilha favorecia empresários com o repasse de informações privilegiadas de fiscalização dos órgão ambientais, simplificação de processos burocráticos e fraude em processos ambientais. Os servidores atuavam entre os municípios de São Luis e Imperatriz, no Maranhão.

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De acordo com a Polícia Federal, as investigações que culminaram na prisão dos envolvidos tiveram inicio em setembro do ano passado, após o próprio IBAMA apontar que alguns de seus servidores estariam envolvidos em atividades ilícitas. Entre os envolvidos estão 15 servidores do IBAMA, um servidor e dois ex-superintendentes adjuntos da SEMA.

Ainda de acordo com a PF, os investigados por atos de corrupção responderão pelos crimes de associação criminosa, concussão, corrupção passiva e ativa, prevaricação, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional, cujas penas, somadas, podem chegar a 25 anos de reclusão.

 

 

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