O grupo F da Copa do Mundo de 2026 reúne países de diferentes regiões do planeta: Japão, Suécia, Holanda e Tunísia. Entre eles, a Tunísia chamou atenção nas eliminatórias ao terminar dez partidas sem sofrer gols. A expectativa, porém, não se confirmou na estreia nos Estados Unidos. Após chegar embalada pela solidez defensiva, a seleção tunisiana foi derrotada pela Suécia (5×1) e pelo Japão (4X0) nos primeiros jogos.
Sob o comando de Hervé Renard, a seleção africana viu sua solidez defensiva desaparecer no torneio. Em outra disputa, a da conservação, os resultados do país também ficam aquém dos de seus adversários. Fora do campo, a Tunísia joga com um elenco ambiental compacto: são apenas 149 áreas protegidas e uma marcação territorial que cobre 7,88% do seu solo. Com sua preservação marítima de apenas 1,11% em um território total de 99.754 km². Ainda que tímida, o local possui uma conservação maior nas áreas úmidas, que são de extrema importância internacional e conhecidas como Sítios Ramsar, com 42 no total.

Se a Tunísia sobrevive no minimalismo, os competidores do Japão chegam com uma dinâmica totalmente diferente, tanto na troca de passes quanto no cuidado com a biodiversidade. Dentro de campo, os japoneses foram os primeiros a carimbar o passaporte para o Mundial de 2026 através das eliminatórias, desconsiderando os países-sede, caminhando para a sua oitava participação consecutiva no torneio.
O técnico Hajime Moriyasu organizou a equipe, que avançou sem sofrer um único gol na segunda fase da qualificação asiática para a Copa, lembrando das vitórias históricas contra a Alemanha e a Espanha na Copa do Catar em 2022. Essa organização tática do futebol japonês espelha perfeitamente a sua organização de defesa ecológica.
No campo ambiental, o Japão entra como uma referência global em sustentabilidade ao atingir 29,72% de proteção ao seu território terrestre, o que o coloca como líder do seu grupo – na proteção marinha, o Japão protege formalmente 13,79% do seu território, o que significa mais de 110 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas. Formando um verdadeiro impedimento contra a degradação, o país gerencia a maior parte das suas quase 7 mil áreas de forma descentralizada, por meio de agências provinciais que priorizam o manejo ativo de hábitats e espécies selvagens.

Toda essa dedicação tática deu frutos logo na rodada de abertura do grupo, em Dallas, onde o Japão teve um empate em 2 a 2 contra a Holanda. Com lances que fizeram o torcedor lembrar de recordistas históricos como Yuto Nagatomo e o artilheiro Keisuke Honda, os asiáticos provaram que estão prontos para passar das oitavas de final.
Porém, do outro lado os Países Baixos, sob o comando de Ronald Koeman, não deixou fácil para os jogadores asiáticos. A seleção é famosa mundialmente por revolucionar o esporte na década de 1970 com o lendário Futebol Total, estilo em que os jogadores não guardam posição fixa e ocupam todos os espaços vazios do gramado, tenta nesta Copa dar o passo para alcançar a taça, ao contrário dos vice-campeonatos de 1974, 1978 e 2010.

E se a ideia deles nos gramados é dominar os espaços, a estratégia ambiental holandesa aplicou esse mesmo conceito nos oceanos. O país protege 33,53% de suas águas costeiras e marinhas, garantindo a maior taxa proporcional de proteção marítima de todo o Grupo F. E em terra firme, os conhecidos como “Laranja mecânica” tem quase 23% do território terrestre está sob proteção, tudo muito bem vigiado por meio de 165 áreas geridas pela rígida Lei de Conservação da Natureza Nacional e 21 parques nacionais com lindas paisagens. Dessa forma, o país totaliza 29.566 km² de área protegida dentro do território terrestre e marítimo.
Enquanto holandeses e japoneses entravam em disputa, a Suécia estava em campo disposta a provar que seu caminho sofrido nas eliminatórias europeias já fazia parte do passado. A seleção teve que participar da repescagem da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) para carimbar a vaga rumo à América do Norte, contando com a liderança técnica de Graham Potter. Atualmente, nos campos, ela conta com uma derrota (na estreia contra os Países Baixos, quando perdeu de 5×1) e uma vitória (contra a Tunísia, quando ganhou por 5×1).

Se o futebol, por enquanto, os suecos lutam pelo terceiro lugar, no campo ecológico o país enfrenta o mesmo cenário. Apesar de ter um número impressionante de áreas protegidas, a maior do grupo – quase 33 mil áreas protegidas, além de 5.411 de Outras Medidas de Conservação Eficazes Baseadas em Áreas, as chamadas OECMs –, ele só protege 15.8% da área terrestre e 16.08% da área marinha.
No que toca à conservação, alguns países ainda deixam a desejar, enquanto outros servem de exemplo. Já dentro das quatro linhas, as disputas continuam intensas para definir quem segue na competição e garante a tão sonhada taça.
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