A copa do mundo de 2026 chegou ao fim. Enquanto testemunhamos a festa dos espanhóis na conquista do mundial de futebol, os leitores de ((o))eco já ficam por dentro do campeão da Copa do Mundo das Áreas Protegidas.
As formas de se mensurar os esforços de conservação ambiental de um país são diversas. Para o regulamento desta competição, foram analisadas a abrangência das áreas protegidas dos países de acordo com sua extensão territorial. A cobertura de suas áreas de proteção marinhas foi compreendida enquanto o primeiro critério de desempate, seguido pelo número de parques nacionais. A escolha se deve pela pretensão em se estabelecer igualdade de condições. Afinal, nem todos os participantes possuem zona costeira (ex: Áustria e Suíça).
A classificação foi baseada nos dados disponíveis na Protected Planet, plataforma que reúne informações geoespaciais sobre áreas protegidas e outras medidas efetivas de conservação (OECMs), atualizadas mensalmente a partir de uma rede global de provedores oficiais. A base de dados é gerida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, por meio do Centro Mundial de Monitoramento da Conservação (UNEP-WCMC), em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
A única exceção foi para Escócia e Inglaterra. Na Protected Planet, os dados dessas nações aparecem consolidados sob o Reino Unido, o que impossibilita a separação por país. Dessa forma, utilizamos as bases oficiais disponibilizadas pelos respectivos governos. Essa escolha pode gerar pequenas diferenças em relação à metodologia da Protected Planet, que também contabiliza outras formas de conservação reconhecidas internacionalmente, como terras indígenas. Como Escócia e Inglaterra não avançaram à final da competição, optamos por manter esses dados, registrando essa limitação metodológica.
Tal qual o torneio da FIFA deste ano, a Copa do Mundo de Áreas Protegidas não deu espaço para azarões. Nesta competição, as seleções com mais títulos também se enfrentaram em uma final pela preservação de suas riquezas naturais. Nesta modalidade, o Brasil se consagrou o grande campeão, visto que as UCs terrestres cobrem 41% do território tupiniquim. A Alemanha terminou com o vice-campeonato (39,2%). O pódio é completado pela Croácia (38,4%), que superou a Nova Zelândia (33,4%) e conquistou o terceiro lugar.

Os países que disputam a final do mundial de futebol registraram desempenho modesto quando o assunto é a proteção de sua biodiversidade. As áreas protegidas espanholas cobrem 28,1% de sua malha territorial, enquanto a Argentina tem apenas 8,8% de sua área terrestre coberta por áreas protegidas. Curiosamente, ambos seriam superados pelo Panamá (31.35%) – única equipe que não marcou gols no mundial de 2026, e perdeu todas as partidas da fase de grupos.
Dentre as nações que sediaram a copa do mundo deste ano, o México obteve números mais positivos na proteção de sua biodiversidade. O país tem 15% de seu território protegido por áreas protegidas, superando o Canadá (12.96%) e os Estados Unidos (12.95%). Assim como no episódio do cartão vermelho de Balogun, as interferências de Donald Trump custaram caro para os Yankees na defesa de suas riquezas naturais.


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