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Copa do Mundo das Áreas Protegidas: Grupo H

Espanha lidera o favoritismo esportivo e na conservação; Arábia Saudita mostrou pouco em campo, mas ficou em segundo lugar quando o assunto é área protegida

Karina Pinheiro ·
30 de junho de 2026

O Grupo H reúne algumas das histórias mais interessantes da Copa do Mundo de 2026. De um lado está a Espanha, que foi campeã do Mundial em 2010. Do outro, o tradicional Uruguai, a emergente Arábia Saudita e Cabo Verde, estreante em Mundiais.

A Espanha chegou como ampla favorita do seu grupo. Com uma geração liderada por jovens talentos e apoiada por atletas experientes. O estilo de posse de bola e a profundidade do elenco fazem dos espanhóis uma das equipes mais completas da competição.

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Na Copa das Áreas Protegidas, a Espanha também larga na frente em seu grupo. O país possui uma das maiores redes de áreas protegidas da Europa, com 4075 áreas protegidas, incluindo parques nacionais, reservas da biosfera e sítios da Rede Natura 2000. O país possui 28.14% do seu território protegido por UC e 19% da área marinha. 

Parque Nacional do Teide, na Espanha, foi criado em 195 e protege a zona mais alta da ilha de Tenerife, nas ilhas Canárias. Foto: Wikipédia.

A Arábia Saudita, que decepcionou nos campos, tendo feito apenas um gol no empate contra o Uruguai, apesar dos investimentos bilionários realizados no esporte, mantém na memória a vitória histórica sobre a Argentina na Copa de 2022. 

Se no futebol houve decepção, na área da conservação ambiental os sauditas vêm ampliando programas de restauração ecológica e criação de reservas naturais, especialmente por meio da Iniciativa Verde Saudita. O país possui 107 áreas protegidas, que cobrem 18.78% da área terrestre e 13.09% da área marinha. Com esses números, ele consegue pegar a vice-liderança da chave na Copa das Áreas Protegidas.

Reserva Natural de Sharaan, na Arábia Saudita. País possui 107 áreas protegidas no total. Foto: Wikipédia.

Bicampeão mundial, o Uruguai, historicamente, tem um ótimo empenho em campo, embora nessa Copa tenha ficado a desejar – empatou com Cabo Verde e Arábia Saudita e perdeu para a Espanha, não se classificando para a etapa de mata-mata. Mas quando se fala de conservação, o país mal começou a desenvolver um sistema mais robusto para poder competir neste campeonato.

O Sistema Nacional de Áreas Protegidas avançou significativamente nas últimas duas décadas, mas ainda cobre uma parcela relativamente modesta do território nacional quando comparada aos padrões europeus e latino-americanos, com apenas 22 áreas protegidas, que cobrem apenas 3.06% da área terrestre e 1.47% da área marinha. Ainda assim, áreas como Esteros de Farrapos e Quebrada de los Cuervos se destacam pela relevância ecológica.

Foto: Parque Nacional Santa Teresa, no Uruguai. Foto: Wikimedia

A grande surpresa do grupo H é Cabo Verde. A classificação para a Copa representa o maior feito da história do futebol cabo-verdiano, que conseguiu se classificar pra  segunda fase da Copa do Mundo, após empatar com Uruguai [2×2] e Arábia Saudita [0x0] e Espanha [0x0]. O arquipélago africano aposta em organização tática e espírito coletivo para competir contra adversários mais tradicionais.

Na conservação o país insular também luta pelo terceiro lugar. Cabo Verde possui 50 áreas protegidas, que cobrem 17.62% da área territorial e 0.14%. As reservas naturais das ilhas de Boa Vista, Sal e Santiago são fundamentais para a proteção de aves migratórias e tartarugas marinhas, tornando o país uma referência regional em conservação costeira.

Parque Natural da Serra do Pico de Antónia é uma área protegida de 2.873 hectares no centro da Ilha de Santiago, em Cabo Verde. Wikipédia.
  • Karina Pinheiro

    Jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), possui interesse na área científica e ambiental, com experiência na área há mais de 2 anos.

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