
A expedição de divulgação do recife de coral da Foz do rio Amazonas chegou ao fim após 20 dias de navegação pelos 9,5 km² de extensão do ecossistema, que se estende da foz do rio Amazonas a Guiana Francesa. A descoberta do santuário foi publicada em abril de 2016, pela revista científica Science.
No começo de janeiro, uma equipe de pesquisadores exploraram o recife a pedido do Greenpeace. Nesta quinta-feira (16), as últimas fotos do local foram postadas e os cientistas comemoraram o avistamento de três possíveis novas espécies de peixes – dois de peixe-borboleta e um de budião-sabão – e também de um paredão de cerca de 70 metros de altura e 10 quilômetros, que não estava indicado nos mapas do fundo do mar da área.
Após percorrerem todo o percurso, os pesquisadores desconfiam que a área seja duas ou três vezes maior do que o publicado originalmente, quando o recife foi descoberto.
O petróleo é inimigo
O greenpeace já havia iniciado uma campanha contra a exploração de petróleo na região e o pedido agora se intensificou. Pelo menos três empresas já solicitaram ao governo licença para perfurar poços na bacia da foz do Amazonas.
“Essa expedição mostrou que sabemos muito pouco sobre nossos oceanos e a necessidade de protegê-los. Nós temos que evitar que o petróleo ameace esse único, novo e intocado bioma”, afirma Thiago Almeida, da campanha de Energia do Greenpeace.


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Parabéns ao Greenpeace! Agora podiam parar de usar imagens de ariranhas e lontras em sua campanha pelos corais no Facebook.
Não é legal apropriar-se da imagem de uma espécie que seu projeto não contempla. A não ser, claro, que tenham descoberto ariranhas marinhas!