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UNESP desenvolve o maior banco de dados de primatas da Mata Atlântica

São mais de 10 mil registros de ocorrência em mais de 5 mil locais de Mata Atlântica no Brasil, Argentina e Paraguai. Pesquisadores poderão desenvolver diferentes tipos de estudos

Sabrina Rodrigues ·
22 de novembro de 2018 · 3 anos atrás
O bugio-ruivo (Alouatta guariba) é o macaco mais comum nas florestas e fragmentos da Mata Atlântica. Foto: Miguel Rangel Jr.

Os primatas estão entre os mamíferos mais estudados do mundo, tendo o Brasil posição de destaque por ser o país que abriga a maior diversidade de macacos do planeta. Com o objetivo de reunir em um só lugar informações centrais sobre sua ecologia, comportamento, genética e doenças, a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) desenvolveu o ATLANTIC -PRIMATES, o maior banco de dados existente de primatas da Mata Atlântica.

O estudo foi liderado pela Profa. Dra. Laurence Culot, primatóloga e professora do departamento de Zoologia da UNESP de Rio Claro e pelo aluno de graduação em Ciências Biológicas Lucas Augusto Pereira, e contou ainda com o esforço de mais de 100 pesquisadores de várias instituições, a maior parte brasileiros. Este conjunto de dados foi publicado na revista científica Ecology, em formato aberto.

Foram compilados mais de 10 mil registros de ocorrência em mais de 5 mil locais de Mata Atlântica no Brasil, Argentina e Paraguai. Os dados foram extraídos de cerca de 900 publicações nacionais e internacionais, bem como de teses e dissertações. As informações abrangem um período de 1820 até 2017, o que permite tecer um grande panorama sobre a distribuição desses animais na Mata Atlântica ao longo do espaço e do tempo.

Com esses dados, os pesquisadores poderão desenvolver diferentes estudos macroecológicos e regionais, com foco em comunidades, populações, padrões de co-ocorrência e distribuição de espécies. Além disso, os dados também poderão ser usados ​​para avaliar as consequências da fragmentação, defaunação e surtos de doenças em diferentes processos ecológicos, tais como invasão ou extinção de espécies, por exemplo.

Como todo datapaper, esses dados se encontram em arquivos no material suplementar, junto com uma descrição detalhada da organização do banco de dados.

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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Comentários 1

  1. ZapMarket diz:

    Muito importante esse trabalho, tudo em pró da preservação!