Notícias
5 de setembro de 2004

Ciclo de destruição

Para quem se interessa por detalhes meteorológicos, o The New York Times (gratuito, pede cadastro) tem uma ótima reportagem explicando o que anda acontecendo com o clima na região do Caribe e por que, nos últimos anos, ela foi assolada por tantos furacões. Em 1995 encerrou-se um ciclo de 3 décadas de ventos relativamente calmos na área. A partir de então, o número de furacões violentos cresceu em média quase 3 vezes a cada ano. E as perspectivas são que, no futuro imediato, esse número deve aumentar consideravelmente. A causa é o aquecimento das águas no Atlântico Norte, que reduziu a instabilidade dos ventos no Equador – um dos fatores que contribuem para impedir a formação de furacões. Com ventos estáveis, eles se formam sem qualquer tipo de impedimento natural e acabam ganhando intensidade incomum. Não se deve cair na tentação de atribuir o que está acontecendo atualmente no Caribe às conseqüências do efeito estufa. Segundo os cientistas, a mudança faz parte de um ciclo natural de oscilação de temperatura da água nas regiões mais frias do norte do planeta que em geral dura 40 anos. O Caribe está vivendo a mesma experiência que passou entre os anos de 1925 e 1960, quando ventos com a violência dos que formaram o Frances eram bastante comuns. A diferença agora é que eles estão chegando a áreas muito mais densamente populadas e devastadas pela mão do homem. Isso as torna bem mais vulneráveis à ação dos ventos.

Por Manoel Francisco Brito
5 de setembro de 2004
Notícias
5 de setembro de 2004

Ebola arrasa gorilas

Cientistas suspeitam que o vírus Ebola está por trás da nova mortandade de gorilas e chimpanzés em importantes reservas no Congo. Se as suspeitas forem confirmadas, não será a primeira vez que o vírus dizima primatas. Em duas ocorrências já registradas, o Ebola matou 80% dos gorilas e 70% dos chimpanzés em reservas congolesas. Os cientistas esperam que medidas como barreiras geográficas contenham a movimentação dos animais e, em conseqüência, a epidemia. A partir do ano que vem, conta o Science Daily, satélites serão usados para comparar as características das áreas atingidas. O objetivo é resolver o enigma sobre o organismo hospedeiro do violento vírus, para impedir sua proliferação. Animais e seres humanos sucumbem rapidamente ao Ebola após contrai-lo. Dá 5 minutos de leitura.

Por Manoel Francisco Brito
5 de setembro de 2004
Notícias
5 de setembro de 2004

Seqüestro de Carbono

Cientistas reunidos em fórum europeu especulam sobre a possibilidade de conter o efeito estufa retirando gás carbônico da atmosfera. A idéia é capturar as emissões de CO2 e estocá-las no subsolo. Dessa forma, seria possível atingir metas menores de concentração do gás a custos mais baixos. Antes da Revolução Industrial a quantidade de CO2 na atmosfera era de 280 partes por milhão em volume (ppmv). O número atual é de 380 ppmv e os cenários de estabilização giram em torno de 450 a 550 ppmv. Na teoria, isso é suficiente para aumentar a temperatura da terra em 5.5 graus e elevar os oceanos em 6 metros. A notícia é da BBC e sua leitura não dura 2 minutos.

Por Manoel Francisco Brito
5 de setembro de 2004
Notícias
3 de setembro de 2004

A primeira vez

Na quinta-feira, 2 de setembro, em Cubatão (SP), aconteceu uma audiência pública absolutamente inédita no Brasil. Ela discutiu o primeiro relatório de impacto ambiental do país sobre as conseqüências de uma dragagem. O estudo foi encomendado pela Fosfértil, fabricante de fertilizantes que se utiliza de um terminal próprio, no Porto de Santos, para importar seus insumos. O canal que leva a este terminal – utilizado também pela Cosipa – precisa ganhar mais profundidade. A Cetesb tinha suspendido a sua dragagem em 1996, depois que foi constatada a presença de poluentes no fundo da via de navegação. Topou rever a decisão desde que fosse feito o estudo de impacto para saber a qualidade do material que seria retirado e onde ele acabaria depositado. A decisão final sobre a dragagem será da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Ibama.

Por Redação ((o))eco
3 de setembro de 2004
Reportagens
3 de setembro de 2004

Embaçou

Ministério do Meio Ambiente abdica da transparência e torna indisponíveis os dados sobre compensação ambiental, que destina milhões às áreas preservadas.

Por Lorenzo Aldé
3 de setembro de 2004
Notícias
3 de setembro de 2004

Ordem unida

O novo site que o Ibama acaba de por no ar até admite críticas. Mas é proibido achá-lo ruim. Quem não gostar do que vê, pode no máximo dizer que é regular. Essa é uma das três alternativas oferecidas ao visitante para avaliar a qualidade das páginas recém-modificadas. As outras são ótimo e bom. Na tarde de sexta-feira, dia 3 de setembro, das 1068 almas que tinham decidido opinar sobre o assunto, quase 58% cravaram a opção de regular. Com razão. O antigo podia ser feio. Mas tinha muito mais informação.

Por Redação ((o))eco
3 de setembro de 2004
Colunas
3 de setembro de 2004

Play it again, Sam

A indefinição das autoridades brasileiras sobre o Projeto de Lei de Biossegurança estimula a ilegalidade, o contrabando e o atraso tecnológico e científico.

Por Paulo Bessa
3 de setembro de 2004
Reportagens
3 de setembro de 2004

Freio no saque

Governo do Pará quer fazer Zoneamento Econômico-Ecológico para dobrar a extensão de território do estado sob proteção ambiental. Brasília não autoriza o financiamento.

Por Ronaldo Brasiliense
3 de setembro de 2004
Notícias
3 de setembro de 2004

Rico no papel

Maior área de preservação de Mata Atlântica do litoral do país, o Parque Nacional da Serra da Bocaina recebe do Ibama para seu sustento 40 mil reais por ano. Não é nada, e do caixa do órgão federal não adianta esperar muito mais. Mas se a legislação fosse cumprida, a direção do Parque nem precisaria se preocupar com isso. Pelo que diz a Lei de Compensação Ambiental, a Bocaina deveria ter 8 milhões de reais em seu cofre, pagos por três empresas elétricas que se beneficiam de seu terreno ou do entorno. Duas são estatais: a Eletronuclear, colada ao Parque, e Furnas, cujas linhas de transmissão passam por ele. Devem, somadas, 5 milhões de reais. O resto cai na conta da AES Tietê, dona da hidrelétrica de Água Vermelha. A Eletronuclear diz que vai pagar em breve 160 mil reais. Pequena parcela do que deve, mas na pindaíba geral que graça nas unidades de conservação do país, já dá para lamber os beiços. O dinheiro vai bancar o custeio da infra-estrutura do Parque. O resto, ninguém sabe quando chega. A Lei de Compensação Ambiental, regulamentada em 2002, ainda é motivo de debate metodológico no Ibama, coisa que só ajuda as empresas, que contestam judicialmente o montante devido ao Parque.

Por Redação ((o))eco
3 de setembro de 2004
Análises
3 de setembro de 2004

Meio ambiente

De Eugênio Maria Tereza,Dói na alma o que você conta.Trabalho há 30 anos na recuperação de uma parcela pequeníssima do cerrado no DF, 70 ha. protegendo nascentes de água e controlando as águas da chuva com barramentos em forma de arcos romanos. Sei quanto é lenta a reconstituição do tecido orgânico depois de tantas funestas agressões.Enquanto se fala em meio ambiente nunca se chegará ao ambiente total. Vale o tracadilho.Obrigado pela avaliação. Lutar é preciso.Humanamente,

Por Redação ((o))eco
3 de setembro de 2004

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