Mal raiou o dia e já estávamos direcionando o veleiro para a rampa. Depois de muitas tentativas de fazer com que a carreta ficasse de toda submersa na água para que o barco encaixasse, não teve outro jeito: tivemos todos que pular na água fria e ajustar tudo, cordas, pneus e encaixes manualmente. Com muito esforço conseguimos ajeitar tudo e o reboque –desses de carro mesmo, aliado à experiência de Gérson – puxamos o veleiro para fora d’água. Uma vez em terra, foram necessários vários ajustes para garantir a segurança do barco nos (não poucos) quilômetros fora de seu ambiente natural. Puxa daqui, empurra dali, ajeita acolá e, depois de quase três horas, estávamos prontos para partir. O barco em cima da carreta e esta, por sua vez, sobre o barco dão como resultado final uma estrutura alta demais para se confiar plenamente.
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Vou-me embora pra Pasárgada.