Se tem uma ONG que está dando duro aqui em Bali para ser ouvida é a Wetlands Internacional. Fundada por um grupo de holandeses, ela está promovendo uma série de eventos e soltando protestos por toda parte para alertar sobre as emissões que estão sendo causadas pela destruição de turfeiras ao redor do mundo. A degradação é especialmente preocupante no sudeste asiático, onde a vegetação de turfas está sendo queimada e revolvida para dar lugar a largas plantações de dendê, de onde se extrai biodiesel. E olha só a estupidez: para produzir um litro de biocombustível nestas fazendas se gasta dois barris de petróleo. Totalmente insustentável.
Um estudo apresentado nesta segunda na Conferência do Clima, a Wetlands, junto com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, indicou que as emissões das turfeiras estão na casa de três bilhões de toneladas por ano, o que equivale a 10% das emissões mundiais. A proposta para resolver o problema é bastante ousada: parar de tratar as turfeiras como floresta e sim como recurso mineral para que suas emissões possam ser reduzidas através dos mecanismos do Protocolo de Quioto.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Onça-pintada que apareceu na zona urbana de Foz é capturada em segurança
Burburinho gerado pela aparição do felino em bairro residencial é aumentado pela disseminação de imagens falsas produzidas por IA em portais de notícias locais →
Implantação do Corredor Azul, no Rio de Janeiro, começa com duas novas UCs
Prefeito carioca assinou neste domingo (28) decreto que cria Refúgio de Vida Silvestre das Florestas de Jacarepaguá e a APA das Lagoas de Jacarepaguá para conectar Pedra Branca e Floresta da Tijuca →
Calor extremo: o alerta da Europa e os riscos no Brasil
Diferentemente de enchentes, as ondas de calor nem sempre produzem imagens imediatas de destruição. Seus efeitos aparecem nos prontos-socorros, nas residências superaquecidas →
