Os parques nacionais de Madagascar viraram alvos do furto de madeiras nobres, que acontece todos os dias debaixo dos narizes das autoridades do país. As organizações Global Witness e Environmental Investigation Agency divulgaram relatório em que apontam que entre 100 e 200 árvores de madeira de lei são derrubadas diariamente. O valor estimado do negócio é superior a 800 mil dólares por dia. Mas apenas uma fração é exportada para Ásia e Europa, o equivalente a mil metros cúbicos. O resto está guardado na expectativa de que o país autorize a exportação de madeira cortada ilegalmente. É o velho hábito de cometer o crime e esperar que venha a regularização depois do fato consumado.
A retirada de madeira de florestas tropicais protegidas em Madagascar superou as vantagens econômicas da indústria do turismo, num ano em que a instabilidade política afastou os visitantes. Estima-se que 90% da biodiversidade da ilha tenha sido varrida do mapa depois de décadas de derrubadas, mineração e queimadas para abertura de pastagens. Nenhuma semelhança com o que vemos no Brasil é mera coincidência.
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