![]() |
Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostrou que, nos cinco primeiros meses deste ano, o número de queimadas em Mato Grosso aumentou em mais de 125 %, em relação ao mesmo período do ano passado. Entre 1º de janeiro a 1º de junho, o estado registrou 1.132 focos de calor, contra 512 em 2009, com base nos dados do satélite de referência do Inpe. O estado é seguido pela Bahia na lista dos mais incendiários, com 920 focos no acumulado deste ano, contra 673 no mesmo período do ano passado, o que significou aumento de 36%.
Em Mato Grosso, as cidades mais incendiárias foram Santa Carmem, com 102 focos, Querência, com 88 focos, e Feliz Natal, com 42 focos. Sinop e Lucas do Rio Verde, que nos anos anteriores lideravam a lista e foram alvos de ações do governo para minimizar a fama de vilão do meio ambiente, como o programa Lucas Legal, estão bem abaixo na lista, com sete e três focos, respectivamente, desde janeiro.
O terceiro estado mais incendiário foi São Paulo, com 508 focos, devido à queima da cana, principalmente no noroeste. Apesar do número alto, São Paulo vem apresentando diminuição gradativa neste índice. Em 2009, no mesmo período, foram contabilizados 613 focos de queimada. Em 2007, este número chegou a 1.040.
Entre as unidades de Conservação, destaca-se a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, que apresentou 68 focos apenas na região de Ponte Alta do Tocantins e mais 32 na região da cidade de Formosa do Rio Preto. (Cristiane Prizibisczki)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Coextinção: quando a perda de uma espécie significa o fim de outra
Pesquisa mostra que a perda de morcegos no Brasil pode provocar a coextinção de dezenas de moscas ectoparasitas especializadas invisibilizadas pela conservação →
Deputada do PL apresenta projeto para vetar ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense
PDL da deputada Coronel Fernanda busca revogar decreto do governo Lula que ampliou a unidade de conservação; É a segunda proposta da parlamentar para barrar ampliação de área protegida →
Decisão do STF interfere na gestão do CAR sem resolver lacunas estruturais
Sobreposição de CARs a Terras Indígenas e Unidades de Conservação exige regulamentação e reorganização institucional, e não apenas uma decisão judicial →

