Porém, ‘ruralistas’, grupo de legisladores que defendem interesses agropecuários, estão utilizando os interesses do agronegócio para iniciar disputas no congresso em relação ao Código Florestal Brasileiro que, em seus 45 anos já reportou proteção a 100 milhões de hectares de florestas. Dentro da lei vigente, proprietários de terra no Brasil são obrigados a manter 80% de sua terra intacta, podendo usufruir dos outros 20%. Mudanças na legislação poderiam encolher essa proporção, igualando em 50% áreas protegidas e áreas de uso intensivo.
Logo, interesses internacionais na redução do desmatamento não são relacionados diretamente à mudança do Código, evidenciando, mais uma vez, a distorção política. (Patrick Bodenham)
Para saber mais:
- Leia o estudo
- Organizações ligadas às questões ambientais estão lutando para impedir a implementação do projeto de lei. Veja tentativas de impedir mudanças no Código Florestal Brasileiro AQUI
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
“ANTA – o filme” leva às telas o maior mamífero terrestre da América do Sul
Documentário celebra 30 anos da pesquisa liderada por Patrícia Médici, acompanha o trabalho da INCAB na conservação das antas e apresenta a importância da jardineira da floresta →
Copa do Mundo das Áreas Protegidas: Grupo H
Espanha lidera o favoritismo esportivo e na conservação; Arábia Saudita mostrou pouco em campo, mas ficou em segundo lugar quando o assunto é área protegida →
Coexistência humano-fauna: uma agenda para além da conservação
O futuro da biodiversidade depende menos de separar pessoas e natureza e mais sobre aprender a governar as relações entre elas →
