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Hábeas primata

Não bastasse o sofrimento da captura e da vida forçada em ambientes estranhos e distantes de seu hábitat natural, os chimpanzés estão agora enredados com a Justiça. Há poucos dias o ministro Herman Benjamin, do Supremo Tribunal de Justiça, interrompeu para análise o julgamento do hábeas corpus das chimpanzés (Pan troglodyte) Lili e Megh, que vivem com o fiel depositário Rubens Forte, em São Paulo. As primatas nasceram no zoológico privado Paraíso Perdido Park, em Fortaleza (CE), fechado pelo Ibama em 2006 pelas más condições de funcionamento. Nesse processo, elas foram transferidas para a propriedade de Forte, agora alvo de processos e recursos judiciais. Uma decisão do Tribunal Regional da 3ª Região havia determinado que os animais fossem retirados do cativeiro e reintroduzidos na natureza, ou seja, na África. O caso segue nas mãos da Justiça, onde alguns magistrados defendem que não cabe a impetração de habeas-corpus em favor de animais, por mais próximos dos humanos que sejam.

Salada Verde ·
12 de setembro de 2008 · 18 anos atrás
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