De início, supermercados como Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart, além de oito frigoríficos, entre eles JBS e Bertin, somando cerca de vinte empresas, aderiram a programa federal para certificação da cadeia de produção de itens bovinos.
O projeto foi lançado ontem, em São Paulo, ligado à Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que deverá incentivar mais empresas da cadeia a abraçarem o movimento. A entidade tem mais de 70 mil associadas. O foco principal da iniciativa é controlar a origem da carne consumida pelos brasileiros, procurando evitar que venha de áreas ilegalmente desmatadas, por exemplo. “Um acordo como esse vale mais que mil fiscais”, disse o ministro Carlos Minc, conforme nota do Ministério do Meio Ambiente.
A parceria público-privada também deverá trazer um banco de dados com informações sobre a evolução do acordo e produtos certificados. Supermercados e frigoríficos podem solicitar sua certificação pelo site da Abras. Cada certificação será válida por três anos, e será auditada por organismos qualificados pela Abras.
Acordo semelhante já está em curso para a cadeia da soja, desde 2006, pelo qual as associações Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e Nacional de Exportadores de Vegetais (Anec) se compremeteram a não comprar a oleaginosa de novos desmatamentos na Amazônia. O acordo com o setor da carne também se deve, e muito, ao relatório apresentado pelo Greenpeace em maio deste ano, onde a entidade mostra as ramificações da cadeira pecuária apoiada em financiamentos públicos e suas ligações perigosas com a degradação da Amazônia.
Saiba mais:
Governo é aliado da destruição da Amazônia
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