Pelo menos 55 mil hectares de soja transgênica da Monsanto podem estar com os dias contados nos Estados Unidos. O “inimigo” da vez não é nenhum movimento social contrário aos cultivos geneticamente modificados e seus agrotóxicos, mas uma planta de origem peruana chamada amaranto, ou kiwicha na língua nativa dos incas, o quíchua. Há cinco anos, um sojicultor transgênico de Atlanta notou que brotos do vegetal andino resistiam ao herbicida Round Ready. Desde então, a situação para as sementes comerciais piorou, com o fenômeno se espalhando por outros estados, como Carolina do Norte e do Sul, Arkansas, Tenessee e Misouri. A resistência do amaranto, dizem especialistas, se deve à transferência de genes a partir da soja modificada. Isso contraria defensores da tecnologia transgênica, que sempre afirmaram que tal movimento seria impossível. Uma das alternativas é arrancar cada muda de kiwicha à mão, algo impossível pelo tamanho da “contaminação”. A planta é sagrada para os Incas e um dos alimentos mais antigos do mundo. Cada uma produz cerca de 12 mil grãos por ano e suas folhas têm vitaminas A, C, sais minerais e são mais ricas em proteínas que a soja. A notícia é do site Via Organica.
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