
Estatísticas de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG/RS) e do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental mostram que Várias centenas ou, algumas vezes, mais de mil toninhas morrem todos os anos enroladas em redes de pesca no litoral gaúcho. O pequeno golfinho típico do Atlântico Sul é possivelmente o cetáceo mais afetado pela pesca no globo. Isso ocorre porque a espécie precisa subir até a superfície para respirar, quando se prende em redes e acaba morrendo sufocada. Este ano, com apoio da Fundação O Boticário, o time avalia onde a pesca coincide com áreas de maior ocorrência do mamífero. A idéia é propor restrições às pescarias nesses locais, em conjunto com pescadores, indústria, governo e instituições não-governamentais. Conforme especialistas da Furg, a queda nos estoques pesqueiros no Sul aumentou o tamanho das redes, prejudicando ainda mais as toninhas, principalmente entre novembro e fevereiro. As redes usadas na “pesca de emalhe” têm cerca de 20 quilômetros, mas algumas podem chegar a mais de 30 quilômetros.
Saiba mais:
Obras portuárias ameaçam vida marinha
Fome de progresso no Porto de Santos
Pelas toninhas
Refúgio bagunçado
Leia também
Pesquisa revela a importância das cavernas para serviços essenciais à vida no planeta
Desde uma fonte de energia renovável até local para produção de alimentos, ambientes subterrâneos prestam serviços ecossistêmicos fundamentais para a saúde do planeta e nosso bem-estar →
Inação do governo baiano segue afogando animais silvestres em polo do agronegócio
Canais vegetados e adutoras seriam alternativas para reduzir a matança, sobretudo das espécies em risco de extinção →
O fim das multas ambientais tradicionais e o início de uma nova era de reparação ambiental
A Instrução Normativa do Ibama (IN nº 04/2026) precisa ser compreendida como um instrumento estratégico indispensável à atuação dos municípios →


