As cidades pantaneiras de Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, estão definindo procedimentos padronizados para quando forem encontradas onças nas áreas urbanas. Uma reunião nesta semana teve a participação de pesquisadores, militares e civis, visando não repetir as desastrosas tentativas de captura de uma onça que apareceu no aeroporto de Corumbá, ano passado. O aparecimento desses animais é mais frequente agora durante o período de estiagem, quando fogem de incêndios.
A Embrapa Pantanal apresentou mapas indicando “áreas de risco’ dentro do espaço urbano, onde há maior probabilidade de aparecerem onças pardas e pintadas. De acordo com o pesquisador Walfrido Tomás, as onças pintadas surgem com mais frequencia às margens do rio Paraguai, onde há vegetação mais densa, poucas residências e cavernas, que servem de abrigo para os animais. A parda, por sua vez, procura áreas mais secas, mais distantes do rio, entre morrarias e a área urbana.
A Polícia Ambiental de Corumbá admitiu que não tem equipamentos adequados para realizar capturas e solturas desses animais de grande porte e que não tem experiência no gerenciamento de crises deste tipo. Ficou acertado, por enquanto, que o Corpo de Bombeiros será a instituição responsável por coordenar essas ações. Novas reuniões deste tipo devem acontecer até que todos os procedimentos estejam concluídos, inclusive com estratégias de orientação à população local.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Quem nasceu primeiro: a ciência ou a ancestralidade?
Reconhecer os saberes tradicionais não é olhar para trás, mas compreender que uma sociobioeconomia justa e sustentável só se constrói quando ciência e ancestralidade caminham juntas →
Copa do Mundo das áreas protegidas: Grupo I
Bicampeã mundial e candidata ao título, a França também se destaca na conservação da natureza, com quase 7 mil áreas protegidas e parques →
Parque Nacional do Itatiaia comemora 89 anos com horizonte de novos investimentos
Celebração tem inauguração de mirante, solenidade e lançamento de pacote de ações previstas no caminho até o próximo e emblemático 90º aniversário →
