As cidades pantaneiras de Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, estão definindo procedimentos padronizados para quando forem encontradas onças nas áreas urbanas. Uma reunião nesta semana teve a participação de pesquisadores, militares e civis, visando não repetir as desastrosas tentativas de captura de uma onça que apareceu no aeroporto de Corumbá, ano passado. O aparecimento desses animais é mais frequente agora durante o período de estiagem, quando fogem de incêndios.
A Embrapa Pantanal apresentou mapas indicando “áreas de risco’ dentro do espaço urbano, onde há maior probabilidade de aparecerem onças pardas e pintadas. De acordo com o pesquisador Walfrido Tomás, as onças pintadas surgem com mais frequencia às margens do rio Paraguai, onde há vegetação mais densa, poucas residências e cavernas, que servem de abrigo para os animais. A parda, por sua vez, procura áreas mais secas, mais distantes do rio, entre morrarias e a área urbana.
A Polícia Ambiental de Corumbá admitiu que não tem equipamentos adequados para realizar capturas e solturas desses animais de grande porte e que não tem experiência no gerenciamento de crises deste tipo. Ficou acertado, por enquanto, que o Corpo de Bombeiros será a instituição responsável por coordenar essas ações. Novas reuniões deste tipo devem acontecer até que todos os procedimentos estejam concluídos, inclusive com estratégias de orientação à população local.
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