No dia 2 de maio, a Associação Movimento Paulo Jackson-Ética, Justiça, Cidadania, junto com a Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité enviaram a órgãos responsáveis pela fiscalização e licenciamento ambientais uma carta de denúncia de novo vazamento na unidade mínero-industrial da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), no distrito de Maniaçu, sudoeste da Bahia. Em nota no dia 7, a INB confirmou o rompimento de uma tubulação provisória do empreendimento, e afirmou que os trabalhos de remoção foram iniciados imediatamente.
Segundo a assessoria de comunicação da INB, acidente não trouxe dano ao meio ambiente, nem significou risco radiológico para os trabalhadores. Já para a associação baiana, o acidente é visto como dos mais graves de uma série ocorrida desde que a Unidade de Concentração de Urânio (URA) começou a minerar, em 2000.
A organização afirma que, desde o início das operações da planta da INB, acontece pelo menos um acidente por ano na unidade, e que estes não são comunicados às instancias fiscalizadoras e muito menos à população. Segundo eles, no ano passado, a INB foi multada, não pelo acidente, mas devido à não-comunicação do ocorrido. A associação assumiu o papel de repassar aos órgãos competentes notícias de acidentes de qualquer espécie.
De acordo com a INB, o acidente ocorreu durante uma operação de limpeza da bacia TQ-1401 para remoção dos precipitados depositados no fundo da mesma, causando rompimento de uma tubulação de transferência provisória desse material para a área de tratamento de efluentes. O incidente resultou no derramamento de parte desses precipitados, contendo pequena concentração de urânio, sobre uma área controlada de aproximadamente 70 m2. Desta vez, a INB afirma ter comunicado o fato aos órgãos licenciadores – IBAMA e CNEN.
Segundo a associação Paulo Jackson, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia registrou recentemente inúmeros problemas de segurança no trabalho na unidade míneradora. A INB, porém, alega que na ocasião os trabalhadores usavam equipamentos de proteção adequados e não foram atingidos pela lama contaminada. (Nathalia Clark)
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