Salada Verde

Conservação do cerrado baiano

Criadouro conservacionista, Parque Fioravante Galvan abriga espécies nativas ameaçadas em trabalho de recuperação, manejo e educação ambiental.

Redação ((o))eco ·
21 de julho de 2010 · 16 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Cervo-do-Pantanal (Blastocerus dichotomus) espécie ameaçada presente no Parque Fioravante Galvani

Da união do Grupo Galvani e o Instituto Lina Galvani, o Parque Fioravante Galvani é o primeiro e único centro de conservação e educação ambiental da fauna e flora do cerrado baiano, localizado no município de Luis Eduardo Magalhães (BA).

O criadouro conservacionista do parque atualmente abriga 26 espécies de animais, como o cervo-do-pantanal, lobo-guará, ararajuba, tamanduá-bandeira, arara-azul-grande, além do bugio e gavião-caboclo, veado-catingueiro e arara-canindé. Os animais são adotados via trocas com zoológicos e criadouros legalizados e de apreensões realizadas pelo IBAMA.

O projeto e todo o trabalho desenvolvido pelo criadouro contam com aprovação e acompanhamento do IBAMA, inclusive programas de conservação, como o do cervo-do-pantanal, único programa totalmente brasileiro, coordenado por uma equipe de pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da UNESP de Jaboticabal/SP.
 
O trabalho de conservação visa fazer manter as mesmas características e variabilidade genéticas dos animais do cativeiro em relação às populações de ambientes naturais. O Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA, cuida de espécies que necessitam de manejo adequado, incluindo internação e cuidados veterinários. O criadouro desempenha também um papel educacional, como local para o desenvolvimento de projetos de pesquisa com os animais, vinculados à instituições de ensino.

O Parque também abriga outras duas ações: viveiro de mudas de espécies nativas e um Núcleo de Educação Ambiental(NEA) que tem como objetivo desenvolver junto à comunidade projetos e ações voltadas a valorização do cerrado e criação de mudas para projetos de reflorestamento.

Criado em 2006, o Parque Fioravante Galvani já investiu mais de R$ 2 milhões em sua infraestrutura. Com campanhas como a “Adote uma Espécie” empresas parceiras contribuem para a conservação, reprodução e pesquisa de animais de um dos ecossistemas mais importantes e ameaçados do Brasil, o cerrado.

Arara canindé (Ara ararauna) no criadouro conservacionista

 

 Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla) espécie brasileira do cerrado, também presente no Parque Fioravante Galvani

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
3 de abril de 2026

Economista sugere criação de ‘pix climático’ para famílias afetadas por enchentes e deslizamentos

Proposta surgiu durante encontro promovido pela ong RioAgora.org, que reuniu especialistas para debater propostas para os candidatos ao governo do RJ

Reportagens
3 de abril de 2026

O que está em jogo com a crise da moratória da soja

STF convoca audiência de conciliação em abril, em meio ao enfraquecimento do acordo que ajudou a conter o desmatamento na Amazônia nas últimas duas décadas

Salada Verde
3 de abril de 2026

Plano de bioeconomia aposta em metas ambiciosas até 2035

MMA publica resolução da Comissão Nacional de Bioeconomia que define objetivos para crédito, restauração e uso sustentável da biodiversidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.