Salada Verde

Suspeita de irregularidades no Ibama-SP

Ministério Público afirma que superintendência do órgão teria favorecido pelo menos 5 empresas. 

Redação ((o))eco ·
3 de setembro de 2010 · 16 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Porto de Santos está no centro da polêmica do Ibama-SP
(foto: divulgação/Codesp)
O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou nesta quarta-feira (01) que a presidência do Ibama instale um processo administrativo para investigar a possível existência de tráfico de influência na superintendência do orgão no estado. De acordo com nota divulgada pela procuradoria, existem indícios de favorecimento de pelo menos cinco empresas e envolvimento direto da superintendente do Ibama em São Paulo, Analice Pereira. Para o MPF, a servidora deve ser afastada durante as investigações.

A recomendação partiu depois de denúncia feita por fiscais exonerados do órgão após o polêmico episódio do embargo do Porto de Santos no dia 7 de julho. Na ocasião, os dois servidores do Ibama aplicaram multa de 10 milhões de reais ao complexo portuário que funcionava sem licença ambiental, mas foram surpreendidos por ordem da superintendente que cancelou o auto infração.

A própria presidência do Ibama, em Brasília, no dia seguinte, divulgou nota oficial à imprensa na qual sustenta que os fiscais “não agiam em nome da instituição”. Logo depois, eles foram afastados de seus cargos.

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Um destes servidores, Daniel Toni, concedeu entrevista ao Jornal da Record e acusou Analice Freitas de influir diretamente na atuação de fiscais ambientais no estado de São Paulo. No relatório feito logo após a interdição do Porto de Santos, os funcionários afirmam que a ação de fiscalização foi interrompida depois de uma conversa telefônica entre a superintendente do Ibama e a administração do Porto de Santos.

Assista reportagem do Jornal da Record

O episódio do Porto de Santos rendeu ainda mais uma decisão controversa do Ibama, desta vez tomada pela presidência do órgão. Uma semana após o cancelamento do interdição em São Paulo, uma portaria foi editada com os procedimento de embargo que deveriam ser seguidos pelos fiscais. A medida permite que instalações de “interesse público” possam continuar funcionando mesmo sem licença ambiental, ao menos que estejam causando dano ambiental comprovado.  Neste caso, a paralisação das atividade só poderá ocorrer com autorização do presidente do Ibama.

Leia mais em “Ibama proíbe próprios fiscais de embargarem obras”

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