
Este é o primeiro passo para um inventário de todas as emissões do estado, que deve ficar pronto em 2011. A emissões por desmatamento e queimadas na agricultura ainda são a maior fonte de gases de efeito estufa no Amazonas.
| Emissões de gases de efeito estufa pela geração de eletricidade no Amazonas
Produção eletricidade 6.813,58 GWh |
A conta das emissões pela geração de energia elétrica aumentou 38,5% nos últimos seis anos, acompanhando o crescimento no consumo de energia, puxado pelo aumento do poder aquisitivo (e uso de eletrodomésticos, principalmente o ar-condicionado) e crescimento da indústria de Manaus. Em 2002, segundo os cálculos, foram emitidas o equivalente 2,83 milhões de toneladas de dióxido de carbono.
Apesar da previsão de o consumo de eletricidade continuar a crescer, a expectativa é de redução das emissões até 2012. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) calcula que o uso de gás natural nos geradores de Manaus e municípios do interior e a interligação ao sistema nacional, por meio do Linhão de Tucuruí, devem reduzir em 35% as emissões do sistema elétrico no Amazonas.
O Amazonas possui um sistema de geração de energia isolado do restante do país, que produz eletricidade principalmente a partir da queima de Diesel e óleo combustível. A energia hidrelética e a queima de biomassa correspondem a apena 13,4% do total da energia produzida.
Esta conta ainda não inclui, por questões metodológicas, as emissões da hidrelétrica de Balbina, que pode ser ainda mais poluidora do que uma termoelétrica a Diesel. Segundo o biólogo Alexandre Kemenes, que estuda as emissões de hidrelétricas da Amazônia, Balbina emitiu em 2005 o equivalente a 73 mil toneladas de carbono, para gerar em média 120 MW.
A capital, Manaus, foi responsável por 84% destas emissões, ou seja, o equivalente 3,33 milhões de dióxido de Carbono. A capital concentra a maior parte da população do estado e praticamente toda a indústria. Foram analisadas nove unidades geradoras de Manaus e 105 em localidades do interior do Estado.
Mas a expansão do fornecimento de energia para comunidade rurais tem tido como efeito colateral a emissão de gases de efeito estufa em outros municípios. “Percebemos também que com a implantação do program
a Luz para Todos do governo federal houve um aumento do consumo (de energia) no interior”, afirma o coordenador da Câmara Temática, Rubens Souza, professor da Universidade Federal do Amazonas, destaca.
O furto de energia também tem um impacto significativo nestas emissões, de acordo com Souza. Os gatos (ligações clandestinas) são responsáveis por desviar quase um terço (30%) de toda energia elétrica produzida no Amazonas. (Vandré Fonseca)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena
Confirmação da doença que levou a óbito macacos-pregos no Cetas de Seropédica leva Ibama a estender suspensão no recebimento de novos animais →
PL que retarda ação de órgãos ambientais por dois anos tem urgência aprovada
Proposta de deputado do PL prevê que órgãos ambientais aguardem dois anos para aplicar medidas como embargos e apreensões em propriedades de até 560 hectares →
Enchentes do Rio Grande do Sul fundamentam novo conceito para identificar áreas de risco
Chamada de Zona de Arraste, nova classificação nomearia fenômeno onde a força da natureza transforma uma inundação em um fenômeno de alta capacidade destrutiva →
